04/11/2010

Saudade e esperança


    Vivemos nessa semana o feriado do Dia de Finados, daqueles que partiram deixando um abismo de saudades, dor e esperança de um dia nos encontrarmos de novo.
    Durante este feriado aproveitei o tempo para ver o filme ''Chico Xavier'',o qual conta a história do maior médium que o nosso país já possuiu.
    No filme é reproduzido um trecho de uma participação que ele fez em um programa de televisão onde afirma que ''as lagrimas por uma pessoa já falecida, quando elas são derramadas movidas pela saudade e pela esperança, elas ajudam a pessoa desencarnada e ajudam aqui as da terra; porém quando elas são de revolta e inconformidade por que de momento não podemos sondar os desígnos de Deus, elas são prejudiciais aos desencarnados e prejudiciais a nós" .
    Sabemos que tão logo a pessoa parta, não conseguimos ter este entendimento, pelo menos a grande maioria da população. A dor, a revolta, as indagações do porque aquilo aconteceu são muitas. A inconformidade toma conta de nós, porém aos poucos com o passar do tempo começamos a aceitar, mesmo muitas vezes não compreendendo, que aquela foi a vontade de Deus, pois a nossa vida é uma sementinha, que Deus planta e a ele cabe o direito de colher, como o tempo de Deus é diferente do nosso tempo, por isto essa tragédia natural sempre nos pega desprevenidos.
    Muitas pessoas encontraram na fé em Deus, aliada a esperança , o conforto para seguirem em frente, na esperança de que um dia encontrarão novamente a pessoa amada,que juntos novamente poderão caminhar.
    Uma das maiores dores quando um ente querido parte é o remorso de não ter dito para ela, o quanto ela era importante, o quanto a amávamos, isto realmente é agressivo ao nosso coração.
    Nessa triste situação da vida, também podemos usar aquela velha frase ''sempre foi assim''. O que sempre foi assim? A nossa trajetória: nascemos ,duramos alguns anos e depois morremos.
    Os que ficam acabam tendo que encontrar a paz para seguirem. Porque no começo quando perdemos um ente querido, as pessoas, amigos, vizinhos, ficam perto dando força, ajudando. Mas no máximo em três meses todas as pessoas que estão perto daquela que esta de luto, voltam ao curso normal de suas vidas, por isto se você não se apegar a Deus e na força que existe dentro de você, nada vai adiantar querer o ombro amigo das pessoas, porque depois de certo tempo elas voltarão para suas vidas.
    Finalizo este texto dizendo dois trechos de duas musicas;''saudade até que é bom ,é melhor que caminhar vazio''.''É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã''.    
    Que Deus nos ilumine.Boa semana.

Publicado no Jornal O Sentinela no dia 04/11/2010


  

Fofoca, um câncer na sociedade.


Então você soube de algo que o Sr. A fez. Nada incriminador, nem sequer digno de objeções. A menos que você tenha um motivo forte, está proibido de partilhar essa informação. Repetir fofoca muitas vezes provoca consequências negativas imprevisíveis.

Falar sobre uma indiscrição ou falha do próximo é ainda pior; isso é chamado de fofoca infundada caluniosa, é ainda pior. Alguém está tentando lhe passar alguma informação desnecessária e que não trará benefícios a ninguém? Recuse-se educadamente a ouvir, ou mude de assunto.

As palavras podem ter o potencial de causar prejuízos catastróficos, muitas vezes desmanchando famílias ou amizades. Felizmente, a percepção sobre isso tem aumentado nas últimas décadas, grandemente influenciada pela falta de tempo, evolução da sociedade e mudança de hábitos.

Portanto, se alguém tentar lhe contar uma fofoca, explique que não está interessado em ouvir. Às vezes, até um "elogio" pode ter uma conotação negativa e até irônica. Por exemplo: "Meu vizinho é um grande chef! O aroma do churrasco chega até meu pátio toda noite!" Isso às vezes pode ser uma crítica velada sobre um estilo de vida extravagante. Ou então: "Ah, nem pergunte... prefiro não falar sobre Maria…" Aqui a fofoca não foi pronunciada, mas estava nas entrelinhas...

Somos obrigados a notificar uma pessoa sobre a conspiração de outra sobre ela. Devemos também partilhar informação com qualquer pessoa em condições de ajudar a pessoa ofendida. Por exemplo, você certamente deveria informar os pais se o filho deles estiver andando com uma turma não recomendável.

Exercer o auto-controle sobre aquilo que falamos é admirável. Ainda mais notável é a capacidade de respeitar e amar verdadeiramente cada pessoa, erradicando automaticamente o negativo, e perdendo o desejo de partilhar informação negativa, porque o poder destrutivo do discurso negativo somente é superado pelo poder benéfico do discurso positivo. Elogiar e falar positivamente sobre o nosso próximo beneficia a nós mesmos, a pessoa que está sendo elogiada e toda a comunidade.

Faço uma reprise deste texto a pedido de meu amigo e leitor Vasco Carvalho, que entendeu ser este um texto construtivo, por provocar reflexão.

Contato: marcosmonteiro9@hotmail.com

Publicado no Jornal O Sentinela no dia 28/10/2010

O desemprego gera crise de identidade


A perda do emprego está na lista dos piores fatores adversos que nos acontecem na vida, como as catástrofes naturais, a morte de uma pessoa amada, a doença grave, a separação ou o divórcio.

Nenhuma novidade nisso: é fácil entender que a perda do emprego seja fonte de angústia, de depressão e mesmo, às vezes, de "comportamentos anti-sociais": alcoolismo, violência familiar e condutas criminosas. Compreendemos imediatamente, por exemplo, o desespero de um chefe de família que não consegue preencher as expectativas de seus dependentes. "Se a família não pode mais contar comigo, perco minha razão de ser."

Mas há algo mais, que talvez faça do desemprego a adversidade mais danosa para nossa saúde mental. Preste atenção: no balcão de um bar, como na mesa de um jantar, se seus vizinhos forem desconhecidos, a primeira pergunta não será "quem é você?", mas "o que você faz na vida?". Se eles tiverem uma intenção alegre, talvez tentem primeiro descobrir seu estado civil. Fora isso, o interesse pela sua identidade se apresentará como interesse por seu papel produtivo.

Ora, tanto você como seu vizinho (ou vizinha) viverão essa conversa inicial como um momento, de alguma forma, falso. Pois todos sabemos que somos mais do que nosso ofício: temos histórias, amores, esperanças, interesses, paixões e crenças que, de fato, expressariam muito melhor quem somos. Ao trocarmos cartões de visita, mentimos por omissão. Identifico-me como executivo, bancário, escritor, médico, contador, radialista, mecânico, mas quem sou eu?

Não é o caso de sermos nostálgicos. Num passado não muito remoto, cada um era definido por sua proveniência, e as perguntas iniciais diziam: quem foram seus pais e antepassados? Onde você nasceu?

Prefiro os dias de hoje, em que são nossas próprias façanhas que nos definem. É uma escolha que deveria nos deixar mais livres, mas acontece que a praticamos de um jeito estranho: junto com os laços que nos prendiam às nossas origens e ao passado, nossa vida concreta também é silenciada na descrição de nossa identidade. E nos transformamos em sujeitos abstratos, resumidos por nossa função na produção e na circulação de mercadorias e serviços.

Conseqüência: o desemprego nos ameaça com uma perda radical de identidade. E não adianta observar que, afinal, nos sobra o resto, ou seja, toda a complexidade de nosso ser. Tipo: "Perdi meu emprego, mas ainda sou pai amoroso, amante, esposo, amigo, leitor de shakespeare e Gremista ou Colorado".

Não é por acaso que as mulheres lidam com o desemprego melhor que os homens, porque o impacto do desemprego é maior nos homens, principalmente os casados do que nos solteiros ("se não traz o feijão, você ainda é o pai?"). Já as mulheres casadas com filhos, ao perderem o emprego, sofrem menos que os homens e menos que as solteiras, porque para as mulheres, o exercício da maternidade ainda constitui uma identidade possível. "O que você faz na vida?". "Tomo conta de meus filhos." Para os homens, essa resposta não basta.

Enfim, espera-se que a economia crie empregos. Mas os poetas e os escritores, pensadores e psicólogos também têm uma tarefa crucial: são eles que podem, aos poucos, convencer a gente de que é nossa vida concreta que nos define, não nossa função produtiva.

Publicado no Jornal O Sentinela no dia 21/10/2010

Você já decidiu em quem votar no segundo turno?


Segundo turno está ai e evidentemente você já deve ter decidido em quem dar o voto de confiança.

O voto é a forma legal de escolher quem nos representará politicamente e o alistamento eleitoral é condição indispensável ao exercício da cidadania, já que através dele, o cidadão torna-se eleitor.

No Brasil, o alistamento é obrigatório aos maiores de dezoito anos e facultativo, aos analfabetos e aos maiores de setenta anos. É facultativo também, aos maiores de dezesseis e menores de dezoito anos e, vedado aos estrangeiros e aos jovens recrutados para o serviço militar obrigatório.

Neste ano vivemos momento de escolha, onde no dia 3 escolhemos senadores, deputados estaduais e federais e o governador do nosso estado. Agora estamos a caminho da escolha do Presidente do País, por isso, é necessário assim como nas escolhas feitas anteriormente, muita seriedade e responsabilidade na hora de depositar o voto na urna.

Com o nosso voto, delegamos nossas funções para outras pessoas, alguém que julgamos que vá nos representar muito bem. Alguém que lute por nossos direitos.
Diante deste quadro em que politicagem virou sacanagem, temos que mudar nossa maneira de votar. Pois candidatos a político, tem muitos, mas fazer política em favor do povo são muito poucos.

Devemos estar cientes da responsabilidade do nosso candidato eleito, temos que eleger alguém que seja nosso espelho, que tenha os mesmos ideais, que veja o país da mesma forma que vemos, que suas necessidades também sejam as nossas, e que suas propostas fechem com meus objetivos. Alguém que seja leal, íntegro, verdadeiro, que saiba o que é ter moral; alguém por quem nos orgulhe de votar nele. Tenho que verificar se ele já atuou em algum período como político e quais foram seus feitos. E se ele for candidato pela primeira vez, tenho que examinar seus projetos. E além disso, temos que analisar os ideais do partido a qual pertence nosso candidato, e quais as filosofias do partido. Não podemos dar nosso voto a alguém que pertença ao bando de corruptos, alguém que seja filho do suborno, alguém que queira trocar meu voto por um prato de comida, ou que tenha me feito pequenos favores, pois este, provavelmente será aquele que quando eleito vai me tirar a comida.

Não podemos vender e nem trocar nosso voto por nada. Nosso voto é muito precioso, dele depende nosso futuro, o futuro de uma nação, futuro do nosso Brasil.
Procedendo desta forma, e ensinando aos que estão próximos de nós, a agir como nós, pelo menos é um bom começo para votar certo.

Não esqueça que voto não tem preço, tem conseqüências! Que a sua consciência faça você efetuar a melhor escolha para todos nós. Boa Sorte!

Publicado no Jornal O Sentinela no dia 14/10/2010

Concorrência


Seguidamente ouve-se falar nos noticiários sobre as várias formas de concorrência, monopólio, oligopólio, enfim, termos que para muitas pessoas não são tão familiares, muito embora possamos ter isto muito próximo a nós.

Desta forma para esta semana resolvi conceituar estas palavras que a bem da verdade expressam as várias formas possíveis de concorrência, um texto mais técnico, porém não menos interessante, principalmente pelo seu cunho educativo e informativo.

Podemos dizer que a Concorrência Monopólica é a disputa por um mercado de bens ou serviços, entre produtores, para angariar uma fatia maior de clientes.


As variáves que orientam a concorrência mercadológica são o preço, a qualidade do produto, a disponibilidade dos pontos de venda e a imagem do produtos frente aos consumidores. Diferente da concorrência perfeita, a concorrência monopólica caracteriza-se pelo fato de empresas que produzirem produtos diferenciados, embora semelhantes.

Entre os vários exemplos de concorrência monopólica é possível citar: Marcas de sabonete; Marcas de refrigerante; Marcas de sabão em pó. Já o Monopólio tem sua origem do grego monos (um) + polein (vender), ou seja, é uma situação onde uma única empresa detêm o mercado de determinado produto ou serviço, impondo o preço aos que a comercializam.

Quando há uma situação de concorrência perfeita, a existência de concorrentes evita a fixação arbitrária de preços, estabelecendo-se de acordo com as condições do mercado e com a tendência de permanecer em patamares próximos ao custo de produção das mercadorias. Os monopólios podem surgir devido a características particulares do mercado ou devido a regulamentação governamental, o monopólio coercivo.

O monopólio é caracterizado pela presença de barreiras de entrada, como: Economias de escala, onde pequenas empresas não conseguem reproduzir os custos de produção como uma grande empresa; Direitos autoriais e patentes; Propriedade exclusiva de matéria-prima; Influência política.

Entre os vários exemplos de monopólio é possível citar: Energia elétrica; Telefonia; TV a cabo. A legislação da maioria dos países proíbe o monopólio, com exceção dos monopólios governamentais, como os Correios no Brasil. O Oligopólio deriva do grego oligos (poucos) + polens (vender), ou seja, um grupo de empresa tem o domínio de determinada oferta de produtos ou serviços.

Para acontecer o oligopólio, alguns elementos são necessários como a existência de poucas firmas, a homogeniedade dos produtos e a presença de barreiras para a entrada de novos concorrentes. As formas básicas de oligopólio são: Cartéis (coligação de vários estabelecimentos em favor próprio); Trustes (fusões de várias empresas); Holdings. Entre os vários exemplos de oligopólio é possível citar: Montadoras de veículos (Ford, WV, Fiat...); Laboratórios farmacêuticos; Aviação (TAM, GOL...). O modelo duopólico é caracterizado pela existência de apenas duas empresas no mercado.

Marcos Monteiro
      Contador

Contato: marcosmonteiro9@hotmail.com
Publicado no Jornal O Sentinela no dia 07/10/2010