Mostrando postagens com marcador Texto publicado no Jornal. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Texto publicado no Jornal. Mostrar todas as postagens

12/01/2013

Atos dizem mais do que palavras



            Outro dia, estava eu consolando uma amiga que se disse enganada por um rapaz. Ele dizia que a amava e sem mais nem menos, rompeu com ela sob o forte argumento de "não tem mais nada a ver". Ela bateu muito na tecla do "mas ele disse que me amava!", e acho que isso é um erro comum, que todos nós cometemos, em maior ou menor escala, alguma vez na vida.

            Ora, dizer é muito fácil. Todo mundo diz o que quer. No entanto, nem sempre o que se diz corresponde à realidade. Até acredito que quando algumas pessoas dizem que amam, digam com a sinceridade do momento. Naquele momento, elas amam. Mas para grande parte das pessoas, amor implica em uma coisa eterna, indelével e invencível.      

Então, quando eles dizem que amam, elas entendem como uma promessa, uma garantia. Se eles mudam de idéia ou deixam de amar, elas se sentem traídas, sacaneadas, etc.

Pois bem. Qual a saída? Nunca acreditar em um "eu te amo"? Meio amargo, melhor não. Para verificar se o que está sendo dito corresponde ou não à realidade, nada melhor do que medir pelos atos da pessoa. Atos falam muito mais que palavras. Pense no histórico dele. Como ele se porta com você. Ele diz, mas ele também faz coisas condizentes com o que ele diz?

Outro erro: porque ele não demonstra amor da forma como você costuma demonstrar, não pode achar que ele não te ame. Cada um tem seu jeito. "mas se ele me amasse, ele ligaria durante o dia porque sentiria saudade..." Será? Vai saber...

            Inegavelmente é uma situação onde infelizmente não se tem domínio, o que se pode na verdade é analisar o comportamento da pessoa com você, porque cada um tem uma forma de amar e demonstrar este amor.

Muito difícil seria conceituar o amor, se não por meio de um conjunto de ações da pessoa para com você, que levam a imaginar que se ela faz tudo aquilo é porque ama.

E pra ser bem sincero, talvez esta tarefa esteja muito mais difícil ainda nos dias atuais, onde as coisas estão tomando um rumo que não sei onde vai parar, pois hoje o desrespeito, a infidelidade, individualismo, estão cada vez mais presentes nos relacionamentos.

Valores que antigamente eram seguidos à risca, estão deixando de existir, isto de certa forma assusta um pouco, pois todo mundo quer a evolução da espécie, o modernidade, o avanço, porém isto poderia ser mais focado nas tecnologias, nas grandes invenções que facilitam a nossa vida, mas não na base familiar que forma o nosso cidadão. Porque o que eu estou percebendo é que tal modernidade está causando a separação de muitos casais e os que não se separam, muitas vezes, acabam tendo que conviver com traições e outras situações desagradáveis.

Publicado dia 12/01/2012

08/01/2013

Sensação de pertencimento


             Recentemente o Amor Exigente, promoveu um seminário internacional, o qual foi um sucesso e merece todo o reconhecimento. Dentre os palestrantes estava o Dr. Luiz Antônio Barbará Dias, que em sua palestra chamou a atenção dos presentes para a sensação do pertencimento, a pessoa tem que entender que ela faz parte dos processos da sociedade e como tal, tem a sua parcela de contribuição pela melhora ou não do lugar onde vivemos, entre diversos outros “alertas”, chamando as pessoas em suas responsabilidades de cidadão e ser humano. Aproveitei este tema para comentar também, no espaço que tenho aqui no jornal.

Diante da atual situação que vivemos, com valores importantes cada vez ficando mais fracos, surge a preocupação com a importância de uma cultura cívica para aferição da qualidade da democracia e consequentemente da qualidade de vida, um mundo melhor para todos. Tem-se falado muito ultimamente das virtudes da participação em termos de geração e acúmulo de capital social fundamental para conter os efeitos da individualização, da fragmentação e do isolamento do estado em relação à sociedade. Ganhos em capital social se tornam um indicador de modernização ou de complexidade da estrutura social.

Do ponto de vista mais estrutural poder-se-ia dizer que o contexto no qual emerge hoje a percepção ou a demanda por uma cultura cívica já é marcado por uma situação de pluralismo social, cultural e político, mas também pela experiência de crise do estado e toda a redefinição dos padrões de relação entre estado e sociedade que o discurso liberal hegemônico sobre ela tem gerado. Também há um retorno ao local, uma tentativa de repensar o padrão das políticas públicas, muito a partir de experiências localizadas, fragmentadas em alguns casos. A ênfase sobre o aspecto local é muito forte.

Outro condicionamento importante para a emergência de uma nova cultura cívica é a prevalência gritante de desigualdades sociais num quadro de que o Brasil é um dos líderes mundiais, mas de forma alguma isolado, que não se expressam apenas do ponto de vista da distribuição de recursos materiais, mas também na prevalência de padrões hierárquicos de relação, os quais definem quem é mais ou menos cidadão, quem precisa se justificar para ocupar a esfera pública ou quem tem acesso "natural" a ela. Não é de admirar, então, que a correlação entre ser afro-brasileiro, mulher, pouco ou não-alfabetizado e ser mais pobre ou excluído, é sólida na sociedade brasileira. As desigualdades de renda se somam ao racismo, ao machismo, ao preconceito contra os “sem-educação”, dentre outros atributos.

Emerge uma preocupação com a identidade, tanto dos grupos quanto dos indivíduos inseridos neste contexto. Rever a identidade, questionar a identidade, reafirmar a identidade tornam-se exigências correntes, imputadas aos grupos ou desencadeadas internamente a eles. Pertencer a uma organização, grupo, movimento, torna-se uma exigência e um problema, quando os referenciais se turvam, as fronteiras se tornam incertas e a ameaça de desagregação ou perda de identidade se amplia. Num exemplo bem prático podemos dizer que um bebê, ao nascer, possui uma "pequena" consciência que necessita se desenvolver. Ele se apóia nos familiares para saber quem é e o que são as coisas do mundo. Seu pai o abraça e diz: "vem cá meu filho..." Frases simples como esta vão demarcando o mundo e vão nomeando a realidade. Ou seja, para o bebê é uma questão de sobrevivência esta fixação no quem vem de fora. É assim que ele aprende e se desenvolve. 

Junto aparece uma sensação agradabilíssima: pertencimento. Eu pertenço a algo e me sinto bem e muito seguro neste algo. O problema é que ao longo da vida, as pessoas vão esquecendo da sensação do pertencimento, esquecendo que pertencem ao meio e que são responsáveis pelo que está acontecendo, se o lugar onde vivemos não está bom, é porque nós estamos permitindo,  porque nós enquanto cidadãos, não colocamos um basta naquilo que está errado. Porque nós olhamos somente para o nosso “eu” e não enxergamos o nosso semelhante, ignoramos a situação dele, que muitas vezes é péssima e leva-o a entrar para o mundo da marginalidade. Temos quase por regra de colocar a responsabilidade social nos governos, enquanto deveríamos assumir o nosso papel e arregaçar as mangar, porque o governo sozinho jamais conseguirá...

Publicado dia: 09/11/2011

07/01/2013

Dar e não receber


                Muitas pessoas vivem com aquela sensação de que está sempre disponível quando precisam de dela, sempre dá atenção, oferece sua ajuda, é bacana, mas... quando é ela quem precisa de algo, dificilmente encontra reciprocidade. E nos relacionamentos, então, parece que é sempre ela quem tem de ir atrás, procurar, agradar, tentar marcar algo. Com isto acaba ficando com a impressão de que se não fizer nada, não ligar, nada vai acontecer.
                Penso que não exista um aparelho para medir quem faz mais numa relação. Aliás, a intenção nem deve ser esta, já que não se trata de competição e, sim, de entrega, cumplicidade, vontade! Depois, vale lembrar também que o objetivo não é igualar comportamentos ou maneiras de se envolver. Cada um tem seu jeito e se doa de um modo particular. Quem sabe não sejam estas diferenças que, em geral, muito enriqueçam a relação.
                Também se pode dizer que não se trata de exigir garantia de retorno ou, como se diz no popular, só fazer por interesse. No entanto, a questão é: se você vive fazendo, doando e se oferecendo para sustentar a relação, vai chegar uma hora em que essa dinâmica vai pesar. E você vai se sentir cansado, exausto, com a sensação de que está carregando sozinho o que deveria ser carregado a dois. É evidente que há um desequilíbrio aí!

                Bom, este deve ser considerado um momento fantástico: aquele em que você se sente incomodado, frustrado e decide que não quer mais! Que assim não dá! É hora de mudar, fazer diferente! É importante frisar sobre o fazer diferente porque, por incrível que pareça, tem gente que deseja obter novos resultados e, ainda assim, continua tendo as mesmas atitudes de antes. Ou seja, ela mesma não muda, mas quer que os acontecimentos mudem!
                Isso significa que de nada vai adiantar você ficar cobrando uma postura diferente das pessoas com quem se relaciona, seja no trabalho, com os amigos ou com a pessoa amada. Se você não está satisfeito com os resultados que vem obtendo com essas pessoas, mude você. Seja diferente você! Até porque, no final das contas, mudar a si mesmo é a única mudança possível. Ninguém muda o outro!

                E reside exatamente neste ponto, um  argumento forte usado por muitas pessoas para se casarem com alguém que tem defeitos que incomodam bastante, pois pensam que depois poderão mudar a pessoa. Um ótimo começo é ganhar consciência de seus atos, de suas escolhas e do modo como você se comporta em suas relações. Muito provavelmente, se o outro não se mexe, é porque você se mexe antes, se mexe muito, se mexe rápido demais. Se o outro está acomodado, só no venha a nós, certamente você está se precipitando e o deixando mal acostumado.

                Sugiro que a partir de agora, você observe seu próprio comportamento e não vá oferecer, fazer ou ajudar ninguém sem que seja solicitado. Nada de tentar ser o queridinho ou queridinha, a pessoa indispensável, o faz-tudo. Fique quietinho e espere ser chamado. E, ainda assim, preste atenção! Quando alguém te pedir algo, antes de dizer rapidamente que sim, claro, questione-se: você quer realmente fazer isso? Pode fazer? Tem tempo? Se houver qualquer dificuldade ou falta de vontade de sua parte, respeite-se... e diga que sente muito, mas que desta vez não vai poder ajudar.



A ideia é aprender a valorizar a si mesmo, aprender a respeitar suas vontades e, antes, aprender a reconhecê-las. É ganhar consciência de si e de seu lugar no mundo e nas relações. É perceber o quanto você é bacana e merece ser bem tratado, assim como muito bem trata quem você ama.  E lembre-se: quando sua ajuda é fácil demais, simples demais, sempre disponível, a tendência é que pareça ao outro, mesmo não sendo proposital, exatamente assim: fácil, simples e aos montes. Mais ou menos como a lei da oferta e da procura: se tem muito, é barato e, em alguns casos, até desvalorizado; se tem pouco, é caro, é valioso.

Publicado: 26/10/2011

03/01/2013

O sucesso só depende de você


Muitas pessoas ficam esperando que outras pessoas as motivem. Vão morrer esperando! É impossível motivar alguém. Só a própria pessoa é capaz de se motivar. Por quê? Porque só ela é capaz de encontrar seus motivos para viver, para trabalhar, para fazer ou deixar de fazer.

Há pessoas que confundem motivação com emoção. Há pessoas que não entendem que, sendo o ser humano um ser racional, a motivação precisa ser encontrada pela razão e assumida com paixão e emoção. Mas a razão é que deve comandar o processo de motivação.

É por isso que só pessoas motivadas podem vencer. Elas vencem porque sabem a razão, os porquês, os motivos de sua ação. E uma pessoa realmente motivada sabe que a vida não é fácil, que há momentos em que é preciso redobrar a análise e o uso da razão e retomar a consciência dos motivos que conduzem a nossa vida.

Nas dificuldades, é que conhecemos uma pessoa realmente motivada. Ela domina a sua vontade de desistir, de reclamar, de ter dó de si própria e, através da razão, entende que sempre haverá dificuldades e que elas só serão vencidas com esforço e comprometimento. Ela não fica esperando que alguém a motive.

Ela própria busca, pela razão, novos motivos para continuar lutando e parte para a ação, com total domínio da vontade. É fácil? Claro que não! Mas essa é a grande diferença entre o ser humano e os outros animais irracionais. O ser humano é capaz de encontrar os verdadeiros motivos para a sua ação em vez de agir somente com base em instintos e reações.

O ser humano, com o seu maior atributo – a liberdade – tem autonomia para decidir os motivos de sua vida, de entender que o que é transitório e o que é permanente e definitivo e fazer as opções que julgar as melhores para si próprio, assumindo as conseqüências de suas decisões livres.

E os verdadeiros motivados são aqueles, que fizeram a opção pelos valores permanentes da ética, da honestidade, do respeito às pessoas. São os que cuidam de sua saúde e segurança. São os que valorizam a família, os amigos, e tudo o mais que o dinheiro não consegue comprar. Esses entenderam com profundidade o sentido da verdadeira motivação. E você?

Fica este questionamento para o seu final de semana para que faça uma análise de sua conduta pessoal e profissional e encontre a resposta. Portanto se você deseja sucesso em qualquer que seja o campo de sua vida, já sabe que uma das engrenagens e possivelmente a mais importante, a motivação, será necessária para que o mesmo venha.

19/10/2011

02/01/2013

Dia da Criança


                No último dia 12 comemoramos o dia da Criança e quero de forma singela abraçar carinhosamente todas as crianças da nossa terra, bem como seus papais que as protegem, educam e zelam para que sejam bons cidadãos. Aliás esta é uma tarefa em que todos devem se envolver, pois eles serão os nossos futuros médicos, professores, políticos... São o futuro do nosso país.

                Certamente nem todas as pessoas tem conhecimento, mas fui convidado para integrar a equipe de um novo blog que surgiu aqui na  cidade, o N3, o convite foi feito pelos meus amigos Herton Couceiro e Rafael Tourem, um espaço dedicado a notícias e conteúdos informativos e educativos, ao qual convido você para acessar. Para o Dia da Criança fizemos uma estréia dentro do blog, do espaço colunas, e eu desafiei a filha do meu amigo Herton a escrever na sua visão de criança sobre o que quisesse, e o resultado você confere abaixo, esta é minha homenagem a todas as crianças, de forma especial fazendo esta referência a Thuanny eu estendo a todas as crianças.

Olá, sou Thuanny Couceiro (estudava na querida Escola Assis Brasil e hoje, em Santiago, estudo na Escola Apolinário Porto Alegre).

Agradeço o convite para participar no N3. Fui desafiada a escrever alguma coisa sobre o Dia das Crianças.

Meu pai (Herton) deixou claro que o convite não partiu dele, mas do blogueiro Marcos Monteiro, mas vi que ele ficou feliz.

 Não sabia o que realmente era uma “coluna” e meu pai, disse: faz como se fosse escrever uma redação. Eu sei que tu consegue. Te ajudo a corrigir!

Pensando assim, escrevi este pequeno texto, abaixo.

A criança e os pais

Como criança ainda (tenho 11 anos) sinto que temos muitas vantagens em relação aos adultos, pois é um tempo que nos permite brincar, aprender com tudo, sorrir de qualquer situação, formar amizades que você jura que é pra vida toda, não estamos na correria do dia-a-dia.
Ainda não nos preocupamos com trabalho. Nunca chegamos em casa cansado ( as vezes, a aula cansa)...

Vejo que os adultos têm preocupações com muitas coisas, e percebo que nós, as crianças, são algumas delas.

Os pais estão sempre monitorando nossos passos, cuidando e zelando pela nossa saúde, analisando como estamos na escola, vendo nossas notas, pedindo um esforço a mais, com quem estamos indo e voltando da escola, se dormimos bem, se nos alimentamos bem... Enfim, são eles que nos dão todo amparo.

Mas sinto também, que nossos pais têm outra preocupação que pode ser totalmente contra ao que eles ensinam: a internet, as redes sociais e a televisão. Eu sei que não consigo ficar longe, mas estou orientada do que posso e o que não posso fazer.

Seria bom se todas as crianças, que criam perfil no Orkut, facebook, twitter, tivessem conhecimento de todos os perigos. Se não souber usar, pode ser "maléfico" (como diz a Valéria, da Zorra Total).

Sempre que perceber algo errado nestas redes ou até mesmo em sua vida, informe logo seu pai e sua mãe. Confie sempre neles. Eles só querem o melhor pra você.

Neste Dia das Crianças desejo a todas um mundo maravilhoso, cheio de conquistas e que aproveitem este tempo mágico e que todos também tenham um pouquinho de criança. Isso faz bem!

Um beijo a todos!

Thuanny.

Publicado dia 13/10/2011

26/04/2012

A conquista e a dúvida


Muitas pessoas pensam que o mais sublime e delicioso instante do amor se dava antes de ele ter acontecer: o chamado o flerte. Aquela troca de olhares furtivos mas profundamente interessados, aquele fingir de nada querer tudo querendo, aquele disfarçar de indiferença, deixando notar, no entanto, que não há outra meta mais importante  na vida naquele instante do que conquistar o alvo do flerte, aqueles desdéns planejados, estratégicos e maliciosos que intermedeiam o flerte, até o momento culminante desse jogo emocionante em que os quatro olhos se encontram e se fixam, aquele turbilhão de promessas imaginárias que exalam do flerte, talvez seja o flagrante mais elucidativo e saboroso do amor, maior e mais intenso e mais fogoso até do que o futuro contato dos corpos.

Mas seria o flerte o ápice exordial do amor? Seria o momento do êxtase do amor, este situado nas suas primícias? Porém não poucas são as pessoas que afirmam que o momento seguinte a este ficaria em primeiro lugar, que é quando, depois do flerte ou até mesmo da inexistência do flerte, se instalou na relação de amizade ou em qualquer aproximação entre um homem e uma mulher uma dúvida instigante e deleitosa: será que ela está me amando? Será que ele está me querendo? Ou apenas está sendo gentil e cordial comigo? Ou deseja apenas ser minha amiga? Ou sou mais uma das pessoas que a atraíram por atributos que nada têm a ver com o amor e que apenas se destacam por assinalada sociabilidade?

Insônia. É impossível se entregar ao sono quando esta dúvida ao mesmo tempo atordoante e deliciosa se instala na mente de alguém para quem falta apenas saber se o outro gosta e quer, para apaixonar-se perdidamente. Talvez não haja prazer mais extenso e abrasador que este: quando uma dúvida que falta pouco para se tornar certeza desejada toma conta de uma pessoa tocada pelas ondas anunciadoras do amor. É tão avassaladoramente saborosa esta dúvida que alguns que são por ela tocados pedem aos céus que seja adiada a solução, mesmo que venha a ser favorável. Torcem para que a vida não lhes tire tão depressa aquela sensação divina de esperança. E há até alguns que mesmo depois do amor consolidado preferem sempre ter em seu espírito esta dúvida como um nutritivo estímulo ao romance permanente.

Bem na verdade o que não se pode é deixar de viver qualquer uma destas situações que fazem com que nos sintamos mais vivos, plenos de uma felicidade que chega nos deixar com aparência ridícula, mas que se todas as pessoas fossem diariamente ridículas e não ridicularizadas, o mundo seria bem melhor. Talvez não tivéssemos tempo para praticar maldades e atos que gerem a nossa própria destruição.

Desejo um bom final de semana e aproveito este espaço para convidar você a conhecer o novo blog de nossa cidade, o N3, para o qual fui convidado a integrar, pelos amigos, Herton Couceiro e Rafael Tourem. Aquilo que é fato virará notícia no N3, acesse: canaln3.blogspot.com

Publicada dia 06/10/2011

05/01/2012

As férias melhoram a qualidade de vida.



Nesta época do ano a maioria das pessoas entra em clima de férias. São os filhos de férias da escola, temporadas de praia, de viagens, enfim, todas as atividades que proporcionam lazer e bem estar no verão.

Embora se tenha a consciência da importância do descanso, os profissionais ainda adiam suas férias por longos períodos. Quando o corpo é exigido, passa-se a trabalhar no limite de sua força mental e física.

O problema é que esta atitude desestrutura sua capacidade de produção
fragilizando sua saúde e seu estado emocional, podendo ser taxado também, como um profissional centralizador e incapaz de confiar em sua equipe, o que certamente ninguém quer.

            Tirar férias é tão sério quanto uma meta, um resultado não atingido ou mal administrado dentro de uma organização. O maior e melhor bem de uma empresa é o seu capital humano e ele deve ser cuidado e assistido para que possa produzir mais e melhor.

            Profissional feliz é profissional que produz e atinge resultados. Quando o profissional consegue “recarregar sua bateria” ele pode retornar ao trabalho mais disposto e com um aumento em sua capacidade de produção.

            É importante ter em mente que um colaborador demasiadamente fadigado, não consegue desempenhar suas funções com qualidade.

            Para que essa ausência seja administrada da melhor forma possível e desfrutada de maneira saudável, a organização deve participar e incentivar a programação das férias de seu colaborador.

            Nessa etapa, a empresa e profissional caminham juntos. A empresa deve sentir segurança na ausência do profissional, proporcionando tranquilidade e estrutura para sua saída temporária.

            Já o colaborador deve organizar seu departamento para que o mesmo sobreviva sem sua presença. Avise a equipe sobre o que precisa ser realizado, seja o mais especifico possível com suas tarefas, crie um  manual de suas principais funções e acredite que seu trabalho será bem feito, vão sentir sua falta e desejarem ainda mais o retorno de um profissional descansado para

desempenhar suas funções  em sua melhor forma.

            Férias é uma questão de respeito à saúde do colaborador e saúde não está ligada somente a doenças e incapacidades físicas ou mentais, mas a capacidade de satisfazer as exigências do nosso particular tipo de vida.

Então, por isso descanse e boas férias!

 

Marcos Monteiro

CRC RS 69884

Publicado dia 05/01/2012

22/12/2011

Final do ano é tempo de sonhar mais



             Chegando o fim do ano, é momento em que começamos a colocar em uma balança todas as metas que traçamos e as que de fato conseguimos realizar, esta comparação em primeiro momento, se o resultado não for o esperado, pode até desestimular na busca de continuar tentando realizar algo que não foi possível no ano em que estava planejado, porém pode que você se surpreenda ao perceber que conseguiu fazer até mais do que esperava.

            Tanto para uma situação como para outra, é importante que você nunca desista dos seus sonhos, porque quando estabelecemos metas específicas é muito maior a nossa chance de conquistarmos nossos sonhos.

Dedicação e empenho também são requisitos indispensáveis nessa dura jornada. No entanto, mais importante do que tudo é acreditarmos efetivamente na própria capacidade de atingirmos os objetivos propostos, fazendo e dando o melhor de nós.

Muitos serão aqueles que, pelas mais variadas razões, colocarão obstáculos em nossa caminhada. Alguns dirão que nosso sonho é uma grande bobagem. Ou, ainda, que se trata de muito esforço à toa. Outros falarão que não somos capazes de alcançá-los e que deveríamos optar por objetivos mais fáceis.

            E assim, muitos desistem da luta, por medo, por preguiça ou porque acreditaram nas previsões negativas dos outros. Porém, nossos sonhos continuarão lá, dentro de nossos corações e diante de nossos olhares. Mesmo que deixemos de nos esforçar para ir ao encontro deles, eles permanecerão fazendo parte de nós, como uma tarefa não cumprida.

Projetos nobres e ideais justos não devem ser abandonados nunca. Convictos de sua importância perante a vida precisamos de esforço para alcançá-los, não importando quantas tentativas sejam necessárias para isso, pois eles geralmente significam a materialização da nossa felicidade, e felicidade é o que todo o ser humano busca, seja ela como for, ou o que for, mas uma vida onde as possibilidades de ser feliz são podadas não tem mais razão de ser.

Portanto vá em busca daquilo em que você acredita e quer, se não der certo você caminhou boa parte de sua vida no caminho em direção a sua felicidade, se não conseguiu chegar no destino que desejava pode que chegue em outro inesperado que lhe causará muito mais felicidade, pois nunca canso de dizer que a vida é uma caixinha de surpresas e é justamente o não saber o que vai acontecer que alimenta nossa fé em dias melhores e nos motiva a vencer...

Feliz Natal a você e sua família, que seja um momento de reflexão e comparação de tudo que você possuiu de bom em sua vida, em relação a outras pessoas que possuem tão pouco e talvez nem se queixem disto.

Publicado dia 22/12/2011

08/12/2011

Tempos de Vestibular



Muitos dos jovens que estão prestando vestibular passam nesta fase por momentos de extrema tensão, nervosismo e até insegurança, pois na velocidade das coisas hoje, ninguém quer perder tempo e ter que esperar mais um ano para conseguir ingressar na Universidade. Uma boa dica para não passar por tudo isto é começar antes, prestar o vestibular mesmo antes de terminar o ensino médio, como treineiro, garante experiência aos estudantes, já que ajuda a conhecer o estilo das provas e a contabilizar o tempo necessário para executá-las, pois mesmo que o estudante não passe, um mau resultado não é desestímulo. Assim como um atleta treina para um jogo, quem treina para a prova tem um resultado melhor.

Muitos alunos até viajam para as cidades em que gostariam de cursar faculdade para conhecer melhor informações triviais, mas essenciais, como o caminho até o local da prova. Apesar da importância dos simulados feitos no colégio, fazer uma prova entre colegas e amigos não gera a mesma tensão do vestibular. Não tem como simular a pressão de se estar disputando uma vaga.

Embora as escolas possam oferecer diversos simulados, é importante conhecer este ambiente novo, saber como é ter aquela responsabilidade e conferir o nível de dificuldade das perguntas.  

Certamente depois de passada esta fase, todos se sentem aliviados e satisfeitos por terem enfrentado este momento. Oportunidade em que começa um novo desafio, cursar e ter bons resultados no curso escolhido.

Isto é fundamental e necessário, empenho e dedicação, pois tenho certeza que a maioria das pessoas estão cansadas de profissionais “mais ou menos”, precisamos de excelentes profissionais, que nos passem confiança e segurança.

Portanto desejo a todos os futuros profissionais que tirem o máximo de proveito da Universidade onde estudarem, dos mestres, dos colegas e principalmente dos livros, pois a faculdade proporciona uma boa base, mas carece de muito estudo complementar.

Aos que ainda prestarão vestibular meus desejos de muito sucesso e que não deixem a ansiedade atrapalhar no desempenho na hora da prova. Boa sorte.

Publicado dia 08/12/2011

01/12/2011

Mudanças na Contabilidade Pública



Com a aprovação das Normas Brasileiras de Contabilidade Aplicadas ao Setor Público – (NBCASP) – o Conselho Federal de Contabilidade dá inicio a uma verdadeira revolução na Contabilidade Governamental brasileira.

            A ênfase passa a ser o patrimônio como objeto de estudo da contabilidade enquanto ciência. O orçamento deixa de ser o protagonista da histórica da administração pública para se tornar um coadjuvante importante que trata do fluxo de caixa do Governo com base em autorização legislativa para arrecadar receitas e realizar despesas.

            A mudança é grande e os profissionais de Contabilidade do serviço público terão que ficar preparados para essa virada de postura. Todos os fatos administrativos serão examinados e registrados não porque tem origem no orçamento, mas sim porque produzem alterações em algum elemento do ativo, passivo e patrimônio líquido.

            Os Contadores que  ainda crêem ser o orçamento o único input da Contabilidade  e que as variações patrimoniais devem refletir o que foi “resultante da execução orçamentária” precisarão ler muitas vezes os artigos da Lei 4.320/64 a partir do número 83 que trata do processo de evidenciação dos elementos patrimoniais.

 Trata-se de mudança radical que será vitoriosa na medida em que todos os Contadores do setor público passem a registrar em primeiro lugar as movimentações do patrimônio e posteriormente  os reflexos de tal registro no sistema orçamentário pois somente a Contabilidade pode  traduzir a riqueza patrimonial segundo o principio da competência vez que o orçamento esta intimamente ligado ao regime de caixa, para não falar do obscurantismo a que pode estar submetido por força das relações institucionais entre o Poder Executivo e o Poder Legislativo.

 Após longas reflexões teóricas os Profissionais de Contabilidade com o apoio do Conselho Federal de Contabilidade concluíram  pela autonomia da Ciência Contábil a partir do conhecimento mais profundo do patrimônio como seu objeto de estudos.

Tais estudos tem origem no  inicio do século XX quando a contabilidade teve rápido desenvolvimento assumindo definitivamente a sua posição entre as ciências do conhecimento humano. Na atualidade  podem ser encontradas as seguintes teorias contábeis: De orientação meramente jurídica em que o Balanço é uma demonstração de direitos e obrigações de essência eminentemente jurídica;  De orientação instrumental em que o Balanço é uma recapitulação de contas, síntese final da Contabilidade; De orientação econômica em que o Balanço tem o objetivo de evidenciar a real e verdadeira situação do patrimônio da entidade sem menosprezar as questões anteriores.

            Portanto, é preciso levar em conta que no setor público as bases do orçamento e condições da contabilidade são primariamente consideradas em termos de caixa e de compromissos assumidos, embora em alguns casos como o registro da receita na fase da arrecadação,  em que os recursos ainda não estão disponíveis,  ou da inscrição na divida ativa em que o registro é efetuado como variação ativa com o propósito de identificar tais direitos e por conseguinte aumentar  o patrimônio líquido. O que sabemos é que tudo isto vai demandar para alguns muito estudo.
Publicado no dia 01/12/2011

17/11/2011

Novidade



Esta semana fiquei feliz ao visitar uma nova loja de nossa cidade, ela veio para inovar e auxiliar você a otimizar os momentos de intimidade com a pessoa amada, ao passo é claro, que é mais um avanço para o desenvolvimento que tantos assisenses esperam. Que São Francisco de Assis comece a aderir as características e oferecer as facilidades e recursos que encontramos somente nas grandes cidades.

 Estou falando do Belle Femme SexShop, o qual está de parabéns, tanto pela inovação e pioneirismo, quanto pela coragem, pois como somos cidade de interior ainda temos muitos paradigmas para quebrar, seja timidez em relação ao assunto ou até mesmo o preconceito.

Atitudes que não teriam motivos para ocorrer, pois, toda a pessoa tem seus momentos íntimos com seus pares e isto não é feio e nem motivo de vergonha, o amor é lindo! Feio é fazer maldades, é prejudicar as pessoas, é causar dor e sofrimento, isto sim deveria ser motivo de vergonha.

Torço para que os assisenses valorizem e apóiem esta nova loja para que não a percamos. Se olharmos para o passado veremos as pessoas lavando os cabelos com sabão feito em casa, hoje é raro a pessoa que não usa xampu e certamente preferem ele, pois quem não gosta de estar “cheiroso”. Com este exemplo quero dizer que os produtos, cosméticos e fantasias que você encontra num sex shop, são justamente para melhorar a sua relação, para dar mais carinho a pessoa amada, enfim tudo isto passa longe de vulgaridade ou qualquer sinônimo.

Agradeço o convite que me foi feito para conhecer o SexShop Belle Femme, principalmente pelo carinho com que fui recebido e pelo excelente atendimento. Desejo sucesso e que mais do que nunca trabalhe para fazer as pessoas se amarem mais, pois o amor é o melhor remédio para combater todas as desgraças causadas pelo ser humano.

Você que ainda não conhece a loja acesse o blog: bellefemmess.blogspot.com e conheça todos os produtos, com as informações sobre cada um. E saiba que você poderá pedir os produtos que quiser pela tele-entrega 9693-7019 e receber na comodidade do seu lar, ou vá conhecer, na rua Carlos Gomes, 1923.

E não esqueça que precisamos acompanhar a evolução dos tempos, as novas modas e tendências, claro que sem perder a nossa personalidade, pois a moda é como a vida, sempre se reinventando. É o que a gente precisa fazer também, se reinventar a cada estação. Ser chique é viver sem medo e sem preconceito. Ser chique é amar e ser amado. Certamente este é um belo conselho que vale a pena seguir.

Publicado dia 17/11/2011

22/09/2011

Política, o trem que descarrilhou...


Caros leitores, nossa política municipal neste ano que antecede as eleições, começa a sofrer algumas mudanças que serão provavelmente a base de novas estratégias para a disputa, são novas coligações, novas filiações, novos apoios conquistados, aumento do número de vereadores. Pensando sobre o assunto resolvi trazer a este espaço um texto que já tinha sido publicado em 2009 que não deixa de ser interessante para o momento, desejo a todos uma boa leitura e reflexão.

                Desde o princípio dos tempos quando começou a se dar a evolução política, começamos a ter a influência de pessoas que com suas eloqüências convenciam as outras de que sua forma de trabalhar era a mais correta, talvez para encobrir uma possível falta de instrução.
                E isto voltado ao Legislativo, ocasionou um desvio de foco da verdadeira missão dos vereadores, colocando-os hoje, quase que como reféns de certos eleitores.
Pois veja só, antigamente os vereadores eram uma espécie de “faz tudo”, “resolve tudo”, quando na verdade isto não é sua obrigação e nem dever, mas sim o de fiscalizar os Poderes Executivos, legislar: escrevendo leis, elaborando projetos para promoção do bem comum. Ou seja, um trabalho feito com abrangência de toda a comunidade e não resolvendo particularidades.
                Para este tipo de assistencialismo é constituído uma secretaria no Poder Executivo, que tem a árdua missão, de tentar amenizar o sofrimento, desigualdades sociais, e dificuldades que acometem a sociedade.

                O que hoje preocupa é que este hábito de ficar tentando resolver os problemas e particularidades dos eleitores, foi iniciado há muito tempo atrás e hoje quando um eleitor chega pedindo uma “ajudinha”, deixa o vereador numa situação muito delicada, porque mesmo ele tendo plena consciência de que este não é o seu dever, ele sabe que se não tentar resolver o tal problema, virá outro colega e vai tentar solucionar.

                Ai todos nós sabemos que nenhum político quer perder seus eleitores. Assim podemos nos questionar se o próprio eleitor, o próprio povo não é o culpado de não termos ainda o desenvolvimento que esperamos.

                Nós cidadãos temos que entender que as pessoas que nós escolhemos para nos representar serão pessoas que trabalharão para a promoção do bem comum, trabalharão por todos, pela cidade, pelo seu desenvolvimento, e não para ficar tentando resolver casos particulares, porque assim se perde um tempo precioso de estar pesquisando, elaborando, escrevendo leis, pensando em novas idéias para a cidade.

                Isto fica como reflexão para que pensemos duas vezes antes de culpar os políticos pela falta de progresso, afinal eles estão no poder porque nós os colocamos, nós os escolhemos, então, nós é que precisamos rever nossos conceitos e principalmente deixá-los trabalhar para todos e cobrar-lhes os resultados.

Publicado no jornal dia 22/09/2011

13/09/2011

Sete de setembro



                O desfile deste 7 de setembro em nossa cidade felizmente conseguiu reunir um maior número de participantes e principalmente de telespectadores, fato realmente muito positivo, pois demonstra que as pessoas mantêm viva dentro de si o amor pela nossa Pátria. Um dia festivo, com significado muito importante para todos, que é certamente trabalhado em salas de aula pelos nossos mestres, os quais são grandemente responsáveis por manter viva esta chama.
                Mas acima de tudo é um dia de reflexão, de como nós queremos o nosso futuro, o futuro da nação, no que pode mudar para melhor e o que nós podemos fazer para contribuir nesta mudança, para termos um Brasil melhor. Sabemos que toda mudança é paulatina, portanto talvez não vislumbremos a possibilidade de vivermos até o  país estar como queremos, mas seremos agentes transformadores desta realidade para que os nossos filhos e netos tenham um lugar melhor para viver.
                Assistindo o desfile fiquei impressionado com o elevado número de estudantes, de jovens, adolescentes e adultos que necessitarão serem introduzidos no mercado de trabalho, neste momento nos vemos diante de um sério problema: “Não temos como empregar todas estas pessoas.” O cenário econômico de São Francisco de Assis, atualmente é bastante restrito, não restando alternativas a estas pessoas senão a de ir embora tentar novos horizontes. Reside neste ponto uma questão que deve ser muito bem pensada e refletiva pelos nossos agentes políticos da cidade, de forma geral, temos que cobrar providências de todos.  
                Muito embora saibamos que a administração pública, os Poderes, não têm como empregar pessoas, que na verdade eles não são geradores de emprego e sim dispõe de alguns cargos para o funcionamento da máquina pública, que quando se trata de Cargos de Confiança a questão da taxa de desemprego não altera em nada, pois a cada partido que entra nomeia as pessoas que são de sua confiança, demitindo as que estavam trabalhando contratadas pelo partido da oposição, um cálculo que não soma. Quando se trata de concurso público, a cada um que é realizado vai suprindo as necessidades do Poder com servidores para desempenhar as funções básicas e necessárias, os quais ficarão mais de trinta anos trabalhando, ocasionando a não abertura de novas vagas naquele cargo, a menos que o município apresente um crescimento que demande mais pessoas para trabalhar, o problema é o crescimento! Ele ocorre muito lentamente. E estas pessoas precisam trabalhar, precisam sobreviver, portanto mais uma vez se faz necessário unir esforços, pensamentos e idéias de todos os seguimentos da nossa sociedade, junto com os Poderes, buscando alternativas para ampliar o mercado de trabalho assisense e mesmo assim não terão como atender a toda esta demanda.
                Antes de findar este texto quero parabenizar a todas as pessoas que participaram deste maravilhoso desfile que tivemos, bem como todos os organizadores pelo sucesso deste desfile, que certamente foi aprovado pela comunidade, principalmente por ter ocorrido no dia 7 de setembro, proporcionando que muito mais pessoas pudessem assistir.

11/09/2011

Inveja


Nesta semana voltamos a falar nela, a inveja, aquele sentimento que causa tamanho desconforto na humanidade, principalmente naqueles que são vítimas dela. Muito embora este texto já tenha ocupado este espaço noutra data, penso ser de valia relembrá-lo.

A inveja é um dos sentimentos mais difíceis de serem eliminados da alma humana, pois se trata de um dos vícios que mais causa sofrimento à humanidade. Sempre que houver exagerado apego à materialidade das coisas, simbolizando bem estar e status, aí estará a inveja, sobrevoando nossos pensamentos mais íntimos.

Porém é necessário dizer que há diferença entre inveja e cobiça pelo bem estar. Não há nada de errado em trabalhar para se conquistar o conforto necessário à sobrevivência e a eficiência em determinada atividade, sem causar prejuízo ao próximo. Se alguém possui um objeto ou uma virtude que nos falta, desejá-los com humildade e sinceridade não é inveja.

Agora quando ela surge sedutora, junto com um sentimento de perda, um vazio não preenchido por conta de nos acharmos mais merecedores de termos o que o outro possuiu, dominados por um pensamento mesquinho e destrutivo, neste momento acende a luz indicadora da inveja. Há pessoas que se colocam como cães de guarda, sempre alertas ao menor ruído, basta alguém se destacar em alguma área, por mais ínfima que seja, lá estará o invejoso, pronto para apontar o dedo e tentar minimizar o feito de seu próximo. Uma roupa diferente, um calçado da moda ou mesmo um brinco ou pulseira bem colocados, já torna-se motivo para elogios, nem sempre sinceros.

Interessante é a acepção desta pequena palavra, contida no dicionário Aurélio, “Desgosto ou pesar pelo bem ou pela felicidade de outrem. Desejo violento de possuir o bem alheio”. E ela não surgiu agora, lembremos que os Fariseus foram invejosos na época de Jesus de Nazaré. Judas foi um invejoso. Barrabás se ressentiu do carisma que o mestre possuía naturalmente, sem precisar lançar mãos de artifícios, poses e posturas, às vezes até necessárias para um político profissional.

Voltando aos dias atuais, quem nunca ouviu o termo “puxada de tapete”? Aquela que ocorre nas empresas, nos vários locais de trabalho, inclusive na família e onde quer que se reúnam pessoas. E sabe quais os ingredientes das tais “puxadas de tapetes”? A vaidade e o orgulho, esses dois gigantes da imoralidade, filhos do egoísmo, combinados proporcionalmente com a inveja, formam um trio de ferro corrosivo, uma espécie de três mosqueteiros às avessas. Geralmente sempre na busca de determinadas atividades que ofereçam poder, uma vez que é muito comum vermos subgrupos dentro de um mesmo grupo, a popular panelinha, que se arma contra os que conquistaram ao longo do tempo, o seu espaço por mérito moral e intelectual. Esses grupinhos promovem fofocas, queimam pessoas, formam lideranças como se fossem Judas, desmerecem o trabalho realizado e promovem intrigas. Tudo por inveja, não há dor de cotovelo que suporte o sucesso alheio. É por isso que a cobiça destrutiva, proporciona um quadro de morbidez e infelicidade para aquele que se alimenta desse sentimento maligno.

Agora você deve estar perguntando-se: Será que é ruim cobiçar a riqueza com o desejo de praticar o bem? O sentimento é louvável, sem dúvida, quando puro. Mas esse desejo é sempre bastante desinteressado? Não trará oculta uma segunda intenção pessoal? A primeira pessoa a quem se deseja fazer o bem não será muitas vezes a nossa?



05/09/2011

Crises existenciais

Porque será que a gente em certos momentos da vida sente uma espécie de vazio, de medo, de insegurança.

Um questionamento interminável sobre nós, sobre a vida e sobre tudo. É algo tão complexo e difícil de explicar, que nos reprimimos com este sentimento, como se ele fosse feio, não contamos nem mesmo para o nosso melhor amigo, por receio de que ele pense que estamos ficando malucos, ou então dele querer que digamos qual é o motivo, o que está errado em nossa vida, o que nem nós mesmos sabemos, ou então pense que estamos depressivos. Já que é um sentimento tão complexo e difícil de explicar seria estranho, eu aqui nesta coluna estar generalizando e dizendo “nós”, colocando você nesta. Respondo tal questionamento dizendo que como somos todos seres humanos e vivenciamos os sentimentos já conhecidos por todos, como o amor, a dor, a felicidade, enfim, somos todos iguais na esperança, no anseio, no medo da luz da nossa vida se apagar e não termos feito nem ao menos um pouco daquilo que tanto sonhamos.

Por este simples motivo, acredito que todas as pessoas têm tal crise existencial de vez em quando. O bom é justamente que elas não estão presentes diariamente, aparecem às vezes e aparentemente sem motivos. E confesso que causam um desconforto grande, ao mesmo tempo em que nos forçam a rever nossos conceitos sobre a vida, sobre nossos atos, sobre as pessoas que nos cercam.

Ajudam-nos a perceber que a não realização de algo que queríamos, ou então a concretização disto, no contexto geral da nossa vida não tinha tanta importância assim. Aí é que vem o problema, porque neste exato momento é que percebemos que desperdiçamos tanto tempo focados em algo, e não aproveitamos tantas outras coisas, que estavam acontecendo ao mesmo tempo, coisas simples, mas que enriquecem a nossa história.

São tantas idéias, tantos questionamentos sem respostas, tantas dúvidas, principalmente sobre a nossa existência, sobre a nossa missão, total insegurança sobre o futuro. Acredito que não seja eu a única pessoa que de vez em quando se pergunte: O que estou fazendo neste mundo louco? O que eu estou fazendo da minha vida? Será que eu estou sabendo viver e aproveitar o maior bem e melhor presente que possuo: a minha vida?

Também temos o hábito de achar que os outros são felizes. Sei que alguém que deve estar pensando que estes casos são para serem tratados com terapia, análise, pois é, elas são excelentes, para quem tem oportunidade, e são de fato recomendadas, pois melhoram muito a nossa qualidade de vida.

O fato é que estes profissionais não irão dar as respostas que ansiamos, irão nos ajudar ou dizer que todas as respostas estão dentro de nós. Perfeito, mas assim voltamos à estaca zero, ou seja, somos o grande mistério. Eu concordo que a resposta para tudo está em nós, pois a dor e a decepção vêm dos outros, mas a cura para elas está em nós.

Talvez o segredo seja não desvendar este segredo, seja viver intensamente cada momento da nossa vida como se fosse o último, saber que todos os dias morremos um pouquinho, portanto quem não gostaria de ser lembrado de forma positiva e para isto o que é preciso? Quem não gostaria de poder realizar o máximo de desejos que sua existência permitisse? E o que falta para ir em busca do primeiro deles? Enfim a felicidade não pode ser estocada, não pode ser guardada numa caixinha, temos que ser com a felicidade, o que não devemos ser ao extremo com o nosso dinheiro, gastadores.

Ela sim, quando aparece em nossa vida tem que ser desfrutada totalmente e até lamber os dedos, porque certamente depois dela virá um momento mais tenso em nossa vida, até ela voltar novamente. O mais intrigante no ser humano é que ele pode estar a muitos anos sofrendo, mas quando chega a felicidade, ela tem o poder de apagar todo aquele histórico de dor, é como se aquele período de sofrimento tivesse sido moleza... Tivesse valido a pena. Esta talvez seja a receita para uma vida bem vivida... Não custa tentar, pois não há contra indicações.

29/08/2011

Estamos morrendo diariamente


A vida é sem dúvida o maior bem que recebemos e cuidar dela não é apenas um direito, é também uma obrigação, pois com a nossa vida muitas outras estão ligadas, pelas mais diversas afinidades.

Ainda na faculdade, com minha, turma assisti a um filme com o título “Mar Adentro”, filme este baseado em uma história verídica, dirigido por Alejandro Amenábar que funciona como um drama imperdível para quem gosta da vida ou para quem precisar reafirmar sua existência. Diria, sem medo de errar, que é uma verdadeira obra de arte, uma poesia pura e visual. A história retrata a vida de Ramón Sampedro (Javier Bardem), marinheiro galego, mecânico de barcos que aos 20 anos já dava volta ao mundo e aos 26 anos, num mergulho em águas rasas, instalou-se para sempre em uma cama, entre as quatro paredes torturantes de seu quarto de onde olha o mar, o mesmo mar que tanto viajou lhe roubou a vida e a juventude.

Ex-marinheiro era um homem totalmente saudável, inteligente e viril, que ficou tetraplégico ao sofrer um acidente e ser obrigado a viver, contra sua vontade, paralisado em uma cama, dependendo da ajuda de seus familiares para todas as suas necessidades básicas. Vinte e seis anos depois, ele consegue uma advogada disposta a ajudá-lo na luta em legalizar a eutanásia e finalmente morrer com dignidade. Confrontando questões morais, religiosas e sociais, Ramón tenta legalizar uma petição que lhe dê autorização para cometer eutanásia, sem que nenhuma das pessoas que o ajudassem saísse prejudicada por suas ações.

Desde então a vida para ele é uma "humilhante escravidão" e sua única fuga são os sonhos e a vidraça que separa o seu mundo do alheio. Esse é um drama em que morte e vida digladiam-se o tempo todo. Dono da vida, o ser humano deve ser também, dentro de determinadas circunstâncias e segundo certos limites, o dono da sua própria morte, esta é uma das afirmações mais fortes que faz o personagem durante o filme, ou seja, viver é um direito, mas não pode ser uma obrigação. De fato esta é uma questão muito delicada e complexa, ela contraria a afirmação feita no início deste texto, embasada na existência de outras pessoas que sofreriam demasiadamente com a perda de tal ser humano, a família. Mas por outro lado, no próprio caso exposto, não seria egoísmo querer que uma pessoa que perdeu totalmente a sua qualidade de vida, que não tem mais perspectivas de melhora, que está num profundo sofrimento, fique viva, apenas para que a família não sofra sua partida, porém ela pode ficar condenada a prisão perpétua em seu próprio corpo?

Certamente todos nós ainda carecemos de muito esclarecimento e reflexão a respeito de certas situações que muitas vezes inesperadamente passam a ser uma realidade em nossas vidas, como o caso citado. Viver para muitos de nós não é tarefa fácil, diariamente somos colocados a prova. E se viver não é fácil, a morte então, está embrulhada num papel pintado de dúvidas, medos, inseguranças e incertezas. Cada pessoa tem as suas convicções a crenças, eu particularmente, acredito que nossa vida é uma viagem, que estamos aqui de passagem, e daqui só levaremos o resultado das nossas ações diárias, elas é que delinearão como ficará a nossa imagem quando fizermos a passagem. A morte é algo indesejado por todos, porém ela na maioria das vezes nos pega desavisados, causando uma grande dor e principalmente tamanha indignação sobre o seu por que. Precisamos, embora seja muito difícil nestes momentos, entender que ela é apenas uma separação momentânea, onde o amor não precisa acabar, não é porque não estarão mais juntos fisicamente que precisam matar o sentimento, pois discordo quando vejo as pessoas escreverem em seus sites de relacionamento (MSN, ORKUT, FACEBOOK) “Luto Eterno”, porque eterno é uma palavra muito forte para fazermos tal afirmação. Para os que acreditam em reencarnação, quem duvida que a pessoa que fez a passagem, em breve não esteja novamente entre nós, não tenha nascido talvez até na nossa família, talvez tudo isto dependa do que já citei, a carga de ações que acumulamos ao longo da nossa vida. Creio que aqui estamos para aprender e aperfeiçoar algo que ainda nos faltava para nosso crescimento enquanto seres humanos e o nosso tempo de permanência junto de Deus será o tempo necessário para nos regeneremos e preparemos para um novo aprendizado aqui na terra.

As pessoas têm tanto medo da morte, mas não percebem que estamos morrendo todos os dias um pouquinho, que a cada dia estamos mais perto dela, que cada minuto que passa em nossa vida é um pedacinho dela que está morta, deixando apenas lembranças do que fizemos. Portanto reside aqui o maior dos fundamentos e argumentos para que você aproveite a sua vida da melhor maneira possível, da forma que lhe trouxer felicidade. Uma antiga crônica, de autor desconhecido, diz assim: Quando você nasceu, todos sorriam e somente você chorava. Viva de tal forma que quando você morrer, todos chorem, somente você sorria.

27/08/2011

Insensato Coração e a homofobia.

Como disse na semana passada estou com temas pendentes que são objetos de solicitação de leitores da minha coluna. Aqui então vai um deles, que foi indicado por um amigo e leitor, o qual não citarei seu nome porque não pedi permissão, mas se trata de uma pessoa íntegra, de grande coração e preocupada com a saúde social.

Dizer que o preconceito não existe mais é blefar, na verdade muitos de nós somos preconceituosos. E este preconceito fica mascarado pela cortina da hipocrisia. Num outro texto onde trouxe o tema preconceito como foco, tive relatos de pessoas que se descobriram preconceituosas, pois elas diziam não ser, porém quando as provoquei a pensar e se questionar em casos particulares e isolados dentro de suas famílias, a grande maioria não aceitou. É fácil dizer que não tem preconceito quando é o outro, de outra família.
Os seguimentos da sociedade que tem oportunidade e até legitimidade para abordar o tema, devem investir em educação sexual com foco na homofobia, pra quem não sabe o que é: “É o ódio, o medo ou aversão aos homossexuais, pessoas que têm atração afetiva ou sexual pelo mesmo sexo.
A homofobia é a causa principal da discriminação e violência contra essas pessoas, um ato que gerou e ainda gera muitas injustiças e exclusão social. Hoje, para combater essa discriminação contra homossexuais é necessário começar pela educação em escolas de todo país, com aulas que orientem os alunos sobre os direitos homossexuais, sobre gênero e identidade sexuais, pois muitas crianças e adolescentes estão cheios de dúvidas a respeito, estão descobrindo seus próprios corpos e precisam ser orientados sobre homossexualidade. Aqui em nosso município, eu pelo menos, não tenho conhecimento, mas em cidades grandes é comum, as famílias não aceitarem os garotos homossexuais e os expulsarem de casa, restando como único meio de vida, a prostituição. Poderíamos comparar uma travesti a uma ilha, só que aos invés de estar cercada de água por todos os lados está cercada pela violência. A prostituição um dia acaba, não é para a vida toda. Por tal a educação é fundamental para que, desde o início da vida, as pessoas aprendam a entender a diversidade e a aceitá-la, fazendo com que não haja mais homofobia nas escolas e em nenhum outro lugar. Só assim, ensinando a juventude, é que nosso país formará pessoas melhores e verdadeiros cidadãos.
A poderosa Rede Globo de Televisão, vem abordando assuntos polêmicos da nossa sociedade, que ainda estão presos a “tabus” e “paradigmas” que lentamente estão sendo quebrados, com a evolução, modernidade e mudança de comportamento das atuais gerações. Por ser um veículo de comunicação com o poder de formar opinião que tem, ajuda e muito a aliviar o sofrimento de pessoas que há anos sonham em serem livres para viverem suas vidas sem serem maltratadas por uma orientação sexual que não é a mesma da grande maioria das pessoas, mas que segundo estudos, não é algo que tange no campo da escolha, porque certamente ninguém escolheria fazer parte de um grupo que precisa lutar para ter seus diretos observados. Neste momento entra a Globo, coloca em cena através da trama de suas novelas as feridas da sociedade, fazendo muita gente se envergonhar de agir como age, recentemente na novela findada na semana passada, Insensato Coração abriu espaço para mostrar um pouco da realidade brasileira. Na novela foi bem explorado a questão da homofobia, permitindo que reacendesse novas discussões em prol da erradicação não somente do preconceito, mas das agressões e crueldade dispensada a pessoas que são de carne e osso, que sonham e buscam a felicidade, assim como qualquer um de nós.
O Brasil está tentando erradicar este mau através do programa Brasil Sem Homofobia, servindo de base fundamental para ampliação e fortalecimento do exercício da cidadania no país. Um verdadeiro marco histórico na luta pelo direito à dignidade e pelo respeito à diferença. É o reflexo da consolidação de avanços políticos, sociais e legais tão duramente conquistados.
As políticas públicas traduzidas no Programa serão exitosas porque é uma decisão de todos, elaboradas pelo consenso. Entretanto, a participação de cada um de nós como cidadão é importante para a consolidação dos direitos humanos como direito de todos.
Publicado no Jornal O Sentinela no dia 25 de agosto de 2011.

20/08/2011

Reumatismo Mental

Ninguém, em sã consciência, vai a um rio no mês de julho ou então toma banho quente e sai imediatamente após, na chuva fria, de shorts ou bermudas e sem camisa. Todos sabemos que se fizermos essa “loucura” poderemos contrair uma gripe, uma pneumonia e até morrer. Ou seja – temos plena noção da necessidade de prevenção da saúde física. Assim como ninguém come uma feijoada imensa e em seguida se atira numa piscina. Sabemos do perigo de uma congestão.

O que me intriga, no entanto, é que não temos a mesma consciência da necessidade de prevenção da saúde mental e não nos percebemos disso.

Prestemos atenção as nossas reações: Passamos o dia todo trabalhando, buscando um espaço para vencer os desafios da competitividade que nos assola; chegamos em casa cansados e ligamos a televisão para assistir programas que só nos trazem notícias ruins: crimes, situações incríveis de degradação humana, doenças incuráveis, estupros, violência de todos os tipos...

Sábado a noite escolhemos para sair justamente com aquele casal que só fala mal dos outros, que conhece todos os sintomas e doenças das pessoas, que diz que o filho do outro é viciado em drogas e que a filha da vizinha ficou grávida e provocou aborto, e por ai vai...

Domingo, vamos almoçar na casa daquele parente invejoso que fica perguntando dos outros, que fica perguntando do nosso salário, comparando nossos carros, dizendo que os filhos dele são mais inteligentes que os nossos. Voltamos para casa domingo à noite e lá vai mais televisão com guerras, violência, desemprego, crise...

Com tudo isso, não há como ser “motivado”. Com tudo isso, não há como ser “entusiasmado”. Com tudo isso não há como acreditar nas pessoas. Com tudo isso não há como ser “criativo”.

De repente, ficamos acreditando que o mundo é feito só de desgraças, de desemprego, de crise, de guerras, de estupros, assassinos e sequestradores.

Para vivermos “motivados” é preciso que nutramos dentro de nós os “motivos” que nos farão ter a energia necessária para enfrentar os desafios do mundo contemporâneo. É preciso que tenhamos a preocupação de buscar esses “motivos” no mundo que nos rodeia. Se não tomarmos o cuidado “preventivo” que tomamos com a saúde física, podemos pegar um verdadeira reumatismo mental que nos fará verdadeiros “doentes mentais” ainda que “fronteiriços” entre a sociedade e a insanidade mental.

Cuidado! Há muita coisa ruim no mundo, mas há muita coisa boa! Há muita gente que não vale nada, mas há muita gente espetacular, muito boa, honesta! Da mesma forma, há muita empresa “quebrando”, mas há muita empresa tendo sucesso, crescendo, conquistando mercados novos. Há setores da economia em baixa, mas há setores da economia em grande expansão.

Ver só o lado negativo e ruim de tudo é ter contraído “Reumatismo Mental”

E assim como é nosso dever cuidar da saúde física com atitudes preventivas, é também, nosso inalienável dever, cuidar de nossa saúde mental.



14/08/2011

Está difícil dirigir em São Francisco de Assis


Quem circula de carro pelas ruas da nossa cidade sabe que ultimamente está bem difícil dirigir em São Francisco de Assis, pois as regras de trânsito, muito embora a Brigada Militar esteja sempre pelas ruas fiscalizando, não consegue ver tudo que acontece, os absurdos que certos motoristas cometem e também os pedestres.
Tenho amigos que dizem que não têm coragem de dirigir em Santa Maria, por exemplo, por ser uma cidade maior, com movimento intenso, o que costumo responder é que lá, é mais fácil de dirigir do que aqui, pois lá o trânsito é mais regrado. Tanto os condutores quanto os pedestres, respeitam os sinais, as placas, enfim, as regras de trânsito para que a circulação ocorra de modo civilizado. Claro que existe desrespeito, as famosas exceções que presentes em praticamente todas as situações.
Mas voltando a nossa cidade, é impressionante como as pessoas em certos momentos pensam que estão sozinhas, que as vias públicas pertencem a elas, acredito que imaginem que as leis foram feitas apenas para os outros e não para cada um de nós. Certamente grande parte dos problemas de relacionamento humano no trânsito ocorrem devido a uma série de fatores como o egoísmo, que nada mais é que a falta de pensar em conjunto, onde só a própria pessoa é que conta e os outros não interessam, a falta de controle emocional, explosão súbita de raiva, e às vezes até de agressividade, por motivos irrelevantes; falta de domínio aos impulsos indesejáveis, como dizer palavrões, fazer gestos obscenos, achar-se dono da rua; e por último, o descaso às normas e regulamentações, como se a legislação de trânsito fosse feita apenas para os outros e não para nós.
Claro que em certos momentos bate uma indignação, quando temos nosso carro quase batido, ou quando somos colocados numa situação que resultaria num acidente, por conta de um condutor irresponsável, que muitas vezes nem sabemos se possui habilitação. Ou então quando um pedestre desatento ou desrespeitoso pula de uma calçada, na frente do carro, muitas vezes tão próximos ao veículo que fica difícil do condutor frear, o que também reflete no veículo que vem atrás.
E tudo isto acaba por gerar um cenário bastante cansativo para as pessoas que precisam sair de casa para trabalhar ou então passear com a família e usam um veículo para se locomoverem, pois o motorista fica tenso, porque é o tempo todo pessoas correndo pelo meio da rua, cachorros e mais os outros veículos, como motos, que ficam costurando entre os carros. E agora mais os tais “quebra-molas” que novamente foram construídos e diga-se, de forma bem primária, pois em muito diferem do que temos em frente à escola Salgado Filho.
Então eu recomendo a todos que reflitam sobre os seus comportamentos e analisem se vale à pena “agredir” outra pessoa só porque ela demorou um pouco para sair quando o sinal abriu Gente! O trânsito não foi feito para brigar e sim para circularmos livremente, sem receio de encontrar um louco jogando “pedras” em você.

11/08/2011

Renovar é preciso



            O texto da semana passada trouxe a crônica do elefante, o animal que embora muito forte, não teve coragem de arrancar a pequena estaca cravada no chão, para escapar e ser livre, isso porque um dia tentou e não deu certo. A frustração dessa derrota foi gravada em sua mente, o fazendo acreditar que nunca mais poderia.
            Esta situação acontece com muitas pessoas, quem sabe até, não esteja acontecendo com você? E pode que tal estagnação se dê não devido a uma derrota ocorrida a tempos atrás em sua vida, pode ser por algo mais simples, porém mais grave, o medo de mudar, de renovar.
            É preciso acreditar e aprender a enxergar a imensidão do potencial que possuímos, este simples exercício já é capaz de nos encorajar a “arriscar o mundo”, afinal aprendemos que “não se pode criar raízes num lugar”, não querer mais sair de uma situação por conta do medo ao desconhecido.
            Você já observou a perfeição da casa do João-de-barro? Com duas dependências, sala e quarto, resistente, bem acabada dentro de seu estilo rústico; recebe sol pela frente; construída em lugar sempre alto. Tudo correto! Seria, então, o João-de-barro, o maior engenheiro de todos os tempos?
            Não, não é! Porque o João-de-barro não renovou a casa que fez, não fez mais um quarto, não fez jardim. Ele é imutável em seu ato de construir casas! Por isto, é só isto, ele não é o maior engenheiro do reino animal!
            O João-de-barro não muda. Pobre João-de-barro! Pobre daquele que não se renova, que fica parado no tempo que corre veloz. Porque as verdades de ontem não são as mesmas de hoje, não serão as mesmas de amanhã.
            Devemos, pois, saber mudar quando estiver em tempo de mudanças; saber aceitar quando as mudanças precisarem ser aceitas; saber criar, quando for nossa vez de fazer modificações.
            Se desejamos mudanças, se aspiramos ao aperfeiçoamento constante de nossa sociedade, da nossa família, do nosso meio, devemos nos propor mudanças sempre que elas se fizerem necessárias e, então, seremos mais felizes!
            Afinal felicidade certamente é o que todas as pessoas buscam para suas vidas. E se sabem que permanecer em determinada situação, numa relação já fracassa e sem condições de ser restabelecida; num emprego que não seja o que você realmente gosta de fazer e que te traga dissabores; num lugar onde você não veja perspectiva de mudança e se consuma de medo com a idéia de ter que  mudar de cidade para ir em busca do emprego sonhado.
Enfim são tantas as situações que nos paralisam e às vezes nem percebemos, como o próprio fato de estarmos convivendo com pessoas medíocres, oportunistas e exploradoras, algo que não faz bem pra ninguém, e pior, acaba por contribuir para impedir-nos de crescer, de alcançar os nossos objetivos. Se tudo isto se deve a falta de uma ação, a coragem de mudar, de renovar, de criar, então: Tente, invente e faça diferente.