29/03/2010

Bonde do Balanço agitará mais uma vez em São Vicente do Sul



    Ta mais que confirmado que a galera esperta de São Vicente do Sul é fã do Bonde do Balanço, pois a banda com muita alegria voltará a tocar e animar o vicentenses, no dia 03 de abril, no bairro Carapé.
    Será com certeza mais um super show e uma super festa, e você é convidado especial!
São Vicente do sul é uma cidade central e de fácil acesso, podendo então a galera de toda região se fazer presente em mais este grande evento.
    A vocalista da banda, Layla DeLeon, pelo telefone participou do programa conexão 104, da Rádio Sentinela, onde falou sobre este show e convidou todos para esta grande festa. É galera é grande a expectativa de um ótimo show e fica mais uma vez o convite para que você não falte.
    É Bonde do Balanço!!!

ONG Acolher promove palestra sobre Bullying Escolar




    A ONG Acolher preocupada com o bem estar social, além de desempenhar suas atividades para isto, na parte que lhe é possível, tenta ampliar suas potencialidades trazendo para discussão assuntos que envolvem a família, a sociedade e a rede escolar, é o caso do Bullying escolar, uma palavra que não tem tradução exata para o português, mas que caracteriza-se pela agressão por crianças e adolescentes, aparentemente sem um motivo.
    Agredir; amedrontar; assediar; aterrorizar; bater; chutar; discriminar; entre muitos outros atitudes caracterizam o chamado BULLYING. Pela parte da manhã, seguida da abertura oficial, teve uma apresentação a cargo da escola especial, conforme a foto, onde aparece a aluna Dara fazendo uma performance, ensaiada com carinho para o momento, logo após esta apresentação, a Juíza da Comarca de São Francisco de Assis, Dra. Cleusa Ludwig, falou sobre a ONG, logo após o palestrante principal deu início a sua palestra, o Vereador de Porto Alegre, Mauro Zacher. Importante ressaltar que ele é o criador da lei anti-bullying na capital e por isto foi premiado internacionalmente.
    Na parte da tarde teve a participação do Promotor de nossa cidade, Dr. Luiz Antônio Barbará Dias, o qual falou sobre a indisciplina nas escolas, atos infracionais e a posição do Ministério Público frente a isto. Logo após esta palestra voltou o Vereador Mauro Zacher para novamente palestrar.
    O evento que tinha como pretensão ser uma palestra virou num seminário de sucesso diga-se de passagem, porque deu casa cheia nos dois turnos, manhã e tarde o Centro Cultural esteve lotado.
    Isto, nos deixa muito felizes, por perceber o quanto nossa comunidade está atenta aos males sociais e cada vez mais disposta ao diálogo e a reflexão.
    Neste evento, tive o prazer de ser o cerimonialista, a convite da Presidente da ONG, da qual também eu faço parte, Saleti Valença. Abaixo transcrevo o texto que escrevi para a abertura do evento.
    "Os tempos modernos nos proporcionam diversas facilidades!
    As atividades do dia-a-dia estão cada vez mais rápidas e esta praticidade em sua grande parte adquirida através do avanço tecnológico deveria a priori nos oportunizar passar mais tempo junto de nossos familiares, no círculo social. No entanto isto não acontece, as pessoas estão sempre reclamando da falta de tempo, empilhando tarefas para as poucas horas de seu dia. E as próprias amizades presenciais estão sendo substituídas por amizades virtuais e a falta de tempo é tanto que o próprio contato com estas amizades virtuais está sendo automatizado, pois diariamente as pessoas que participam destas comunidades de amigos virtuais recebem recados automáticos.
    A globalização, a tecnologia, a modernidade, está nos transformando em seres individualistas, excêntricos e de certo modo nos tapando os olhos para os reais problemas sociais, afinal estamos vivendo um mundo virtual.
    Muitas vezes esquecemos que dentro das escolas estão os educadores tentando resgatar valores e dentro da ética e atitude comportamental, formar cidadãos comprometidos com o meio em que vivem.
    Dentro das muitas dificuldades enfrentadas no dia-a-dia, surge mais uma, que momentaneamente não existe nem tradução para nossa língua, mas infelizmente traduz-se nos sintomas de : Agredir; amedrontar; assediar; aterrorizar; bater; chutar; discriminar; entre muitos outros que através de suas formas traduzem o chamado BULLYING, atitudes agressivas intencionais praticadas sem motivação aparente, por crianças e adolescentes.
    Algo que realmente vem preocupando de forma intensa a ONG ACOLHER, que cumprindo seu papel social e comprometida com o bem estar da sociedade, principalmente dos adolescentes, proporciona no dia de hoje este significativo encontro para discutir, esclarecer e orientar sobre este mal social. Pois qualquer um de nós poderá ser vítima dele".

25/03/2010

Big Brother Brasil, lixo cultural.


Como não sou um apreciador do BBB, não sei exatamente a quanto tempo a nova edição já está no ar. Mas de fato tem sido o maior espetáculo brasileiro da "vida real", bom pelo menos isto é o que a Globo tenta nos induzir a pensar. Para mim, não é nada disto, pois nem de perto espelha a vida real do povo brasileiro, se quisessem isto então teriam que colocar na casa: um mendigo, um flagelado, um analfabeto, um colono, um artista (de preferência o que passa o chapéu pra ganhar um dinheirinho), um interno da Febem, um traficante e, para equilibrar, um político corrupto. Ah, não esquecendo do policial e do jogador de futebol. Aí, quem sabe, nos olhemos no espelho da nossa realidade e enxerguemos onde é que está à verdadeira "cara do Brasil".

Os personagens da novelinha já apresentados possuem uma faixa etária de pessoas consideradas bem jovens, considerando que o Brasil possui uma perspectiva de vida de mais de 70 anos sendo que o número de negros e pardos representam 45% do contingente populacional e em que a maioria das pessoas trabalham nos setores de serviços, na área agrícola ou no comércio, segundo dados do IBGE. Enfim, um país em que a população oscila, cada vez mais, entre pessoas subnutridas ou com sobrepeso, o programa se apega à estética da mídia, escalando integrantes de porte atlético. Ainda assim, o BBB é chamado de "show da vida real"!

Com certeza, o Big Brother Brasil não se assemelha em nada à minha vida. Não me pareço com aqueles personagens nem vivo confinado em uma mansão, alternando meus horários entre piscina, academia de ginástica e confabulações em grupo.

Sinceramente não vejo contribuições deste programa, considero um lixo cultural. E me pergunto, porque a Globo não faz um programa diferente, dando sim prêmios às pessoas, talvez realizando sonhos, mas um programa com outro propósito, poderia sim ter disputa, mas que fosse de uma forma mais aproveitável.

Estamos vivendo sob o domínio da mídia, que fabrica artistas, que se tornam influentes da noite para o dia, agora não mais pela sua produção cultural, mas sim pelo tempo de exposição na mídia, o que o BBB traz grandes contribuições para estes. Principalmente para aqueles que tem a medíocre curiosidade sobre a vida íntima dos famosos, e isto não para de crescer, a ponto de tornar imperceptível o limite entre o público e o privado, para isto também o BBB contribui, mas também é só.

A Globo jamais colocaria no ar um programa que fosse dar prejuízo, fico imaginando o faturamento dela a cada paredão, talvez seja o equivalente ao valor que pagará pelo prêmio final do jogo. O povo corre e vota para alguém sair,como se aquilo fosse um dever do cidadão, sendo que muitas vezes nem lembra em quem votou na última eleição.

Texto publicado no Jornal O Sentinela no dia 18/03/2010

20/03/2010

I Fórum da Cultura foi um sucesso



 
    Amigos leitores, perdão pela falta de tempo para atualizar o blog todos os dias, mas agora retornando, não poderia deixar de parabenizar todas as pessoas que estiveram envolvidas na realização de mais este evento em nosso município.
     O que surpreendeu-me positivamente foi a mudança de valores que está ocorrendo em nosso povo, a valorização à cultura, o que antes não era tão intensa assim. Pois se realizavam eventos culturais e o número de espectadores sempre era muito pouco expressivo.
    Estou começando a ter esperança de novo que agora sim o progresso de nossa terra está mais próximo de acontecer! Não estou querendo dizer que nossa terra não está progredindo, como naturalmente sou muito exigente, ainda não chegou no nível de desenvolvimento que eu espero.
    Bom, de momento era isso, em breve falarei mais sobre esse assunto em minha coluna no Jornal O Sentinela e posteriormente postarei ela aqui.

18/03/2010

Você morre e o silicone...



 
    Tenho certeza que muitas pessoas não pensaram ainda no que será que acontece com o silicone após a morte da pessoa que possui a prótese.
    Pois é, fazendo uma rápida comparação entre a carne humana e o silicone, logo já poderemos imaginar quem vai acabar primeiro. O silicone segue aquela regra que conhecemos dos plásticos, ele demora mais de cem anos para se decompor, enquanto que um cadáver em poucos meses já pode estar virado em ossos.
    Se muitos de nós nunca havíamos pensado nisso, será que as pessoas usuárias das tais próteses já pensaram?
    É, se for naquele pensamento do que descansar em paz... Pode não ser tão em paz assim, pois poderão haver constrangimentos. Passado um tempo depois que a pessoa é sepultada é feita a tal exumação (aquele ato solene de retirar os ossos do caixão e passar para o ossário), com a necessidade da presença de pelo menos uma pessoa da família.
    Nesta hora, quem estará lá intacto? Você já imaginou a exumação de uma siliconada? O coveiro naturalmente vai perguntar à família o que pretende fazer com os seios de silicone, as nádegas de silicone ou até mesmo as próteses dentárias. Situação no mínimo embaraçosa.
    Ah, mas não são só as mulheres as possíveis vítimas disto, tem muito marmanjo ai siliconado também, ou então com uma prótese peniana, bom ai o constrangimento será maior ainda.
    Para quem pretende manter este segredo a sete chaves a solução é uma cremação, pois assim tudo que for sintético vai virar pó e o segredo será garantido para toda a eternidade.
    Espero que você tenha descontraído-se com o texto, crescemos como seres humanos quando aprendemos a rir de nós mesmos, das nossas próprias mancadas, enganos e insucessos, isto nos torna mais resistentes ao meio e preparados para vida e para recomeçar sempre que for necessário.

 
Texto publicado no Jornal O Sentinela no dia 04 de março de 2010.