30/12/2010

Mulheres lindas e solteiras

É bastante comum irmos a festas sociais e eventos, e vermos meninas belíssimas chegarem e saírem sozinhas, mesmo estando deslumbrantes, muito bem produzidas, cheirosas e ainda carregarem uma simpatia que não as deixa passarem despercebidas.

Porém, contudo isto parece que não estão mais conseguindo talvez o objetivo ou meta planejada ao sair de casa, claro que muitas irão dizer-me que adoram a liberdade e a independência de estarem solteiras.

Isto poderia convencer-me se não soubesse que uma mulher por mais independente, estudada, descolada e rica que possa ser, não dispensa os carinhos de alguém que a faça sentir realmente a sensação maravilhosa da paixão e do amor. Somos humanos e nossas almas são sedentas de amor e de carinho, algo que nos dias atuais estão cada vez mais escassos.

A tecnologia está tornando as pessoas cada vez mais individuais e programas tão simples como sair para passear de mãos dadas, admirar as estrelas, a lua, o sol, hoje está sendo substituído pela internet e a companhia de uma pessoa, substituída pelas conversas nos bate-papo online.

Hoje se encontra de tudo pela “net”, e nessa onda entra a questão da beleza feminina, pois as mulheres de hoje não são mais para amar e nem para casar, são para ver.

É o que nos induzem elas, com suas formas perfeitas por anabolizantes e silicones, prometendo aos seus espectadores um prazer impossível, um orgasmo metafísico, para o qual os homens não estão preparados...



As mulheres dançam freneticamente na TV, com bundas cada vez mais malhadas, com seios imensos, girando em cima de garrafas, enquanto os espectadores se sentem apavorados diante de tanta gostosura.



Os machos estão com medo das "Deusas", o modelo da mulher de hoje, que nossas filhas ou irmãs almejam ser (meu Deus!), é a prostituta transcendental, a mulher-robô, a máquina-de-prazer sem alma e com turbinas de amor com um super tesão. Que parceiros estão sendo criados para estas pós-mulheres?

Não os há. Os "malhados", os "turbinados" geralmente são bofes-gay, filhos do mesmo narcisismo de mercado que as criou, faço um parêntese “não são todos”, tenho muitos amigos que malham e cuidam do corpo, os quais são dignos de admiração, até mesmo pela questão de saúde do corpo.

Ou, então, reprodutores como o Zafir, para a Xuxa. A atual "revolução da vulgaridade", regada a pagode, parece "libertar" as mulheres. A "libertação da mulher" numa sociedade escravista como a nossa deu nisso: Superobjetos. Se achando livres, mas aprisionadas numa exterioridade corporal que apenas esconde pobres meninas famintas de amor, carinho e dinheiro.

São escravas aparentemente alforriadas numa grande senzala sem grades.

Não há mais o grande "conquistador".Temos apenas os "fazendeiros de bundas", enquanto a maioria virou uma multidão de voyeur, babando por deusas impossíveis.

Tenho certeza de muitos homens jovens a mais tempo diriam que sentem saudades dos tempos das bundinhas e peitinhos "normais" e "disponíveis"... Pois bem, com certeza a televisão tem criado "sonhos de consumo".

Mas ainda existem sim mulheres de verdade. Mulheres que sabem se valorizar e valorizar o que tem "dentro de casa", o seu trabalho. E, acima de tudo, mulheres com quem se possa discutir um gosto pela música, pela cultura, pela família, sem medo de parecer um "chato" ou um "cara metido a intelectual". Mulheres que sabem valorizar uma simples atitude, rara nos homens de hoje, como abrir a porta do carro para elas. Mulheres que adoram receber cartas, bilhetinhos (ou e-mails) românticos!

Não deixem que criem estereótipos! A mulher brasileira é linda por natureza! Curta seu corpo de acordo com sua idade, silicone é coisa de quem não se ama, que não possui a felicidade de ter um corpo esculpido por Deus e bonito por natureza. E se os seus namorados e maridos pedirem para vocês "malharem" e ficarem iguais à Feiticeira, fiquem igual à feiticeira dos seriados de Tv, façam-os sumirem da sua vida!



Publicado no Jornal O Sentinela no dia 30/12/2010

23/12/2010

A complicação na hora de interpretar uma lei.


A precisão e a clareza das leis são alicerces de sustentação da democracia. Em um estado democrático de direito a compreensão dos textos legais e a assimilação da solução por eles propostas é fonte de segurança jurídica para os cidadãos, para a sociedade e para as instituições.
A Lei Federal 12.232, de 2010, recentemente promulgada pelo Presidente da República, que dispõe sobre as normas gerais para licitação e contratação pela administração pública de serviços de publicidade prestados por intermédio de agências de propagandas, é um típico exemplo da falta de preocupação do legislador brasileiro com a questão da técnica legislativa. Trata-se de uma lei que se justifica, em razão dos conceitos e soluções que visa a dar quanto à contratação de agências de publicidade pelos órgãos públicos, mas peca pela dificuldade de compreensão de seus dispositivos e pela falta de simplicidade de seus termos.
Além disso, a Lei 12.232, de 2010, trata a todos os órgãos públicos da mesma forma, atribuindo linearidade complexa a procedimentos que podem ser acessíveis para administrações públicas de grande porte, mas que são absolutamente distantes da realidade dos órgãos governamentais de pequeno porte, que é o caso da grande maioria dos municípios do Brasil.
Observa-se, portanto, que na prática, a Lei 12.232, de 2010, deveria vir acompanhada de uma espécie de "manual de aplicação" e se isso é constatado é porque seguramente a lei poderia ter sido mais bem elaborada do ponto de vista do atendimento dos princípios e das normas de legística. A impressão que se tem é que se trata de uma lei elaborada a partir de um plano técnico e que se manteve com este propósito, sem adaptação de sua linguagem normativa ao ambiente no qual seus efeitos serão produzidos.
Esta foi apenas a análise de uma lei, porém existem uma infinidade de leis confusas e mal redigidas que todos os dias geram dúvidas nos cidadãos brasileiros e até mesmo nos operadores do direito, que muitas vezes divergem na interpretação da mesma lei, gerando com isto situação bem complicadas.
Embora sejamos um pequeno município no grande todo, mesmo assim devemos torcer para que tal situação mude. E uma boa maneira de começar esta mudança é como todos sabem: iniciar pela nossa casa, ou seja, nossa cidade. Quando você cidadão, ao ler uma lei municipal encontrar dificuldades no entendimento, procure os nossos legisladores, técnicos do Poder Legislativo, peça orientação, esclarecimentos, desta forma você sanará suas dúvidas e ao mesmo tempo servirá de exemplo para Casa Legislativa saber que os cidadãos estão encontrando dificuldades na compreensão das leis e saber que precisam ser mais claras e objetivas.
Publicado no jornal O Sentinela, no dia 23/12/2010

16/12/2010

O mundo ideal


Poucas coisas se encaixam no modelo de mundo que idealizamos, onde só existe bem-estar, segurança e tranquilidade. Talvez este seja o problema: idealizar. No plano da mente, a coisa aparece pronta e acabada. Imaginamos uma situação - o ambiente, as sensações e até os diálogos.

    Na prática, há sempre a realidade que insiste em não se adaptar a nossos planos. Assim, o emprego tão desejado, a casa tão sonhada, a viagem tão planejada, o relacionamento tão esperado podem ser bem diferentes, porque a vida não segue um script onde tudo está pré-definido. "Caminhante, não existe caminho. Caminho se faz a caminhar", escreveu o poeta espanhol Antonio Machado.
    Claro que existem as condições dadas: sexo, origem, tempo e lugar de nascimento. Mas o poder que temos de nos recriar com essa "matéria-prima" é justamente o que nos faz ser o que somos. Transcender os limites é a glória humana.  

    As comidas têm agrotóxico, a vizinhança não é mais segura, os remédios podem ser um perigo em longo prazo, o ser humano sofre de solidão e o planeta está começando a reagir com fúria. É o que dizem especialistas que frequentam nossas casas por meio da televisão.

    Outros, no entanto, falam de agricultura orgânica, trabalho social, terapias alternativas e reciclagem. Para cada perspectiva sombria, temos focos de esperança e confiança no plano divino para a humanidade. O que faz a diferença é o trabalho que cada um está disposto a empregar em seus projetos propositivos.
    Dá trabalho procurar comida mais saudável. Dá trabalho separar o lixo. Dá trabalho manter o bom humor, a paciência, a simpatia. Dá trabalho investigar o que está provocando insônia, ansiedade e tensão crônicas. Dá trabalho admitir que a dor de estômago, a dor nas costas, a dor de cabeça têm origem em alguma postura incorreta perante a vida, os outros ou nós mesmos. Claro que sim. E dá ainda mais trabalho mudar as coisas que precisam ser mudadas.
    E quando a gente tenta fugir, só faz adiar o problema. É o caso, por exemplo, de quem negligencia a educação de um filho - o que, de fato, não é pouca coisa - porque é "muito trabalhoso" ficar cuidando, monitorando, mantendo a vigilância. Mais na frente, vai ter trabalho dobrado.
    Todas as pessoas que alcançaram resultados realmente positivos em qualquer área repetem que a vitória demandou mais esforço e concentração do que propriamente um dom especial. Mas, ainda insistimos em fantasiar que algum dia, alguma coisa fantástica - seja a loteria, o amor, um emprego ou a descoberta de um caminho - vai surgir na nossa frente como por encanto e mudar nossas vidas. E enquanto sonhamos, a vida acontece.
Publicado no Jornal O Sentinela no dia 16/12/2010

Bonde lançará seu 1° CD

Bonde do Balanço lança seu 1º CD


Depois de muito trabalho, empenho e dedicação e principalmente aflição dos fãs, o Bonde do balanço lança seu primeiro CD, que tem por título "Minha Mania".
A banda que a poucos meses voltou aos palcos com uma nova formação, hoje com muito orgulho apresenta seu CD em todas as rádios da região, o qual já está sendo sucesso absoluto nas programações.
Para a felicidade do Bonde, o primeiro lote de CD's esgotou, tendo os mesmo que providenciar mais devido a grande aceitação dos seus fãs. Você encontra o CD nos seguintes pontos de venda: Mercado do Gordo, Banca do Dilamar, Cia das Flores e Cyber Vídeo Locadora
O grande lançamento em público será no dia 1º de janeiro de 2011, no Ginásio Municipal de esportes de São Francisco de Assis, onde dividirão o palco com a Banda Os federais, numa super festa.
A este veículo de comunicação basta desejar a estas rapaziada, muito sucesso e que continuem levando alegria aonde passarem. Os supersticiosos diriam que já começarem tocando no dia primeiro do ano é um bom sinal. Sucesso bonde do Bonde do Balanço.
Publicado no jornal O Sentinela, no dia 16/12/2010

09/12/2010

Brigas em família

Todos nós sabemos que a família é o centro da sociedade. Pessoas que têm dificuldades no trabalho e no meio social, geralmente, são pessoas que não têm uma base familiar e a falta de uma família estruturada pode afetar a vida de uma pessoa pro resto da vida.

Mas quem nunca passou por um problema familiar? Poucas pessoas têm esse privilégio. Infelizmente as brigas em casa têm feito parte da vida de muitas pessoas, onde muitas delas, sem saber como agir e se comportar diante dessas situações, tem levado a marca das brigas domésticas para a vida profissional, social e até mesmo sentimental.

Por mais que seja difícil conviver com as brigas, você tem que acreditar que um dia elas irão parar e dessa forma você estará evitando sofrimento e tristeza, por mais que você conviva com elas há muito tempo você tem que acreditar que um dia tudo irá se resolver, caso contrário você irá carregar traumas e tristezas pro resto da sua vida. Tenha esperança e fé de que um dia todas as brigas irão acabar. Afinal a esperança é a última que morre.

Não deixe que esses problemas mudem sua personalidade e comportamento fora de casa. Algumas pessoas se tornam agressivas, estressadas e nervosas. Outras fazem de tudo pra chamar atenção das pessoas que convivem com elas, uma vez que não têm a atenção que gostariam em seu lar. Lembre-se que se estressar, se entristecer ou se desesperar não irá trazer solução, procure sempre manter a calma e não deixar que os problemas familiares atinjam sua vida pessoal.

Não procure esquecer as brigas com festas, amigos e noitadas, pois quando você voltar pra casa você irá dar de cara com a realidade e tudo aquilo não irá passar apenas de um momento, isso não fará com que tudo desapareça, será o mesmo que querer “tampar o sol com a peneira”.

Se as brigas têm sido entre seus pais, ou até mesmo entre sua mãe e seu padrasto, ou seu pai e sua madrasta, a primeira lição é não se intrometer. Ás vezes a sua intenção é boa em querer ajudar, mas se intrometer na briga pode piorá-la ainda mais, fazendo com que ela renda ainda mais. Então nunca se intrometa nas brigas e discussões, dessa forma você pode evitar muitas coisas, na hora a vontade é de se intrometer mesmo, principalmente quando há agressão física, mas na verdade se intrometer só irá piorar ainda mais, além de envolver mais pessoas na briga.

Caso as brigas tenham sido entre você e seus pais, lembre-se de ficar calado nos momentos das broncas, por mais que você esteja certo. Na hora da discussão os seus pais não vão querer te ouvir e qualquer palavrinha que você disser será o suficiente para que eles falem o dobro, então espere a hora da bronca passar para poder se justificar ou espere eles darem uma oportunidade de você se defender, caso contrário as brigas renderão. Na hora é difícil, mas você pode estar jogando sua razão pela janela com apenas uma palavra ou uma cara feia.

Muitas vezes saber como lidar com a situação parece não ser o suficiente, principalmente quando não se vê uma solução, não é fácil, mas pode colaborar e muito, ás vezes tudo pode se solucionar apenas com uma conversa sincera e questão de tempo. Tenha calma e creia que tudo irá ser resolvido.

A paciência e a fé são armas fundamentais, que unidas as palavras certas, usadas no momento certo, trarão o resultado esperado.

Publicado no Jornal O Sentinela no dia 09/12/2010.

Brigas em família

Todos nós sabemos que a família é o centro da sociedade. Pessoas que têm dificuldades no trabalho e no meio social, geralmente, são pessoas que não têm uma base familiar e a falta de uma família estruturada pode afetar a vida de uma pessoa pro resto da vida.

Mas quem nunca passou por um problema familiar? Poucas pessoas têm esse privilégio. Infelizmente as brigas em casa têm feito parte da vida de muitas pessoas, onde muitas delas, sem saber como agir e se comportar diante dessas situações, tem levado a marca das brigas domésticas para a vida profissional, social e até mesmo sentimental.

Por mais que seja difícil conviver com as brigas, você tem que acreditar que um dia elas irão parar e dessa forma você estará evitando sofrimento e tristeza, por mais que você conviva com elas há muito tempo você tem que acreditar que um dia tudo irá se resolver, caso contrário você irá carregar traumas e tristezas pro resto da sua vida. Tenha esperança e fé de que um dia todas as brigas irão acabar. Afinal a esperança é a última que morre.

Não deixe que esses problemas mudem sua personalidade e comportamento fora de casa. Algumas pessoas se tornam agressivas, estressadas e nervosas. Outras fazem de tudo pra chamar atenção das pessoas que convivem com elas, uma vez que não têm a atenção que gostariam em seu lar. Lembre-se que se estressar, se entristecer ou se desesperar não irá trazer solução, procure sempre manter a calma e não deixar que os problemas familiares atinjam sua vida pessoal.

Não procure esquecer as brigas com festas, amigos e noitadas, pois quando você voltar pra casa você irá dar de cara com a realidade e tudo aquilo não irá passar apenas de um momento, isso não fará com que tudo desapareça, será o mesmo que querer “tampar o sol com a peneira”.

Se as brigas têm sido entre seus pais, ou até mesmo entre sua mãe e seu padrasto, ou seu pai e sua madrasta, a primeira lição é não se intrometer. Ás vezes a sua intenção é boa em querer ajudar, mas se intrometer na briga pode piorá-la ainda mais, fazendo com que ela renda ainda mais. Então nunca se intrometa nas brigas e discussões, dessa forma você pode evitar muitas coisas, na hora a vontade é de se intrometer mesmo, principalmente quando há agressão física, mas na verdade se intrometer só irá piorar ainda mais, além de envolver mais pessoas na briga.

Caso as brigas tenham sido entre você e seus pais, lembre-se de ficar calado nos momentos das broncas, por mais que você esteja certo. Na hora da discussão os seus pais não vão querer te ouvir e qualquer palavrinha que você disser será o suficiente para que eles falem o dobro, então espere a hora da bronca passar para poder se justificar ou espere eles darem uma oportunidade de você se defender, caso contrário as brigas renderão. Na hora é difícil, mas você pode estar jogando sua razão pela janela com apenas uma palavra ou uma cara feia.

Muitas vezes saber como lidar com a situação parece não ser o suficiente, principalmente quando não se vê uma solução, não é fácil, mas pode colaborar e muito, ás vezes tudo pode se solucionar apenas com uma conversa sincera e questão de tempo. Tenha calma e creia que tudo irá ser resolvido.

A paciência e a fé são armas fundamentais, que unidas as palavras certas, usadas no momento certo, trarão o resultado esperado.

Publicado no Jornal O Sentinela no dia 09/12/2010.

02/12/2010

Errar é humano





 O que é errar? Seria o contrário de acertar? Seria ignorar a verdade? Seria um atributo dos toscos, ignorantes e imperfeitos? Qual a função do erro na natureza e na natureza humana?
Na faculdade aprendemos que Immanuel Kant afirmava que os homens não evoluem enquanto indivíduos, mas enquanto espécie e ainda dizia que era na esfera do conflito que nós nos aprimoraríamos. Baseado nesta afirmativa, poderíamos concluir que nossas dificuldades de relacionamento uns com outros e nas tentativas de domínio de mundo/natureza é que existiria evolução.
Os homens não são bons uns para os outros, a natureza não é boa e pacífica para os homens e é na adversidade que crescemos, pois, para o domínio de si e do mundo, nós cometemos erros. A frase popular afirma que "errar é humano", mas continuar errando é "humano demais". Mas se não fôssemos humanos demais não existira aprendizado.
Todos erramos. Erramos como pais ao mimar demais os nossos filhos, ao superprotegê-los ou ao nos amarmos mais do que os amamos, relegando a educação dos mesmos a terceiros.

Erramos como filhos ao desprezar nossos pais, valorizando a competitividade no ambiente de trabalho e a nossa vida pessoal em detrimento dos mesmos, ou a mimá-los demais, tornando-os inúteis. Erramos como esposos e esposas, como funcionários, como amigos, como irmãos, enfim... Erramos sempre.

Reconhecer que erramos, paradoxalmente ao erro, não é sinal de imperfeição, mas de engrandecimento do que erra. É preciso ser grandioso para reconhecer as próprias falhas. Só os medíocres não reconhecem que erraram e temem que os seus equívocos sejam apontados.

É do erro que surge o acerto, do imperfeito que surge a perfeição, da busca que se encontra a verdade. Quem não erra, não vive. Quem não reconhece o erro, não é digno de ser ouvido. Quem não tenta acertar, já morreu. Erre, acerte, viva, lute pelo que deseja e acredite, pois sem isso não há evolução humana e, sem evolução, não cumprimentaremos o nosso destino kantiano de sermos perfeitos.

Contato: marcosmonteiro9@hotmail.com

Publicado no dia 02/12/2010 no Jornal O Sentinela

25/11/2010

A importância de saber falar uma segunda língua


No início quando vimos diversas escolas de idiomas abrindo suas portas nas cidades de todo o país, ficamos pensando o quanto as pessoas estão se interessando em aprender uma nova língua. E se tantas pessoas procuram essas escolas é porque com certeza deve haver algum benefício em se aprender uma segunda língua.
Há algum tempo atrás ter um segundo idioma era apenas um diferencial, era algo que estava restrito a um grupo de pessoas. Hoje a coisa já está bem diferente, falar outra língua tem se tornado uma necessidade fundamental para profissionais atuantes das mais diversas áreas, e também para quem quer agregar um valor a mais em seu currículo, para que na hora de entrar no mercado de trabalho você esteja um passo a frente de muitas pessoas.
As pessoas que se graduam em Letras, por exemplo, na maioria das vezes procuram se especializar com programas de pós-graduação em cursos de Língua Espanhola, Língua Inglesa ou Tradução Inglês/Português, pois abrem muitas portas do mercado de trabalho.
Então se você estava refletindo sobre a idéia de fazer um curso de idiomas, já tem mais que motivos para ir correndo fazer a sua inscrição na escola mais próxima de você, pois quanto mais você tiver a oferecer, maiores vão ser suas chances de se destacar entre a concorrência que está cada vez maior, mas como sabemos só os melhores ocupam os lugares tão sonhados. Saber falar uma língua estrangeira nos coloca em contato com novas culuras, novas pessoas, abre um leque de opções simplesmente infinitas na nossa vida.
Ao se comunicar em uma outra língua, estamos elevando a nossa vida a um nível onde pertencemos a uma maior parte do mundo. Falar português nos deixa em contato com um mundo composto de Brasil, Portugal, Angola e alguns outros países de menor expressão. Falar espanhol te amplia para um contato com toda a América Latina, além da Espanha e outros países onde o espanhol é ensinado como segunda língua. Já com o francês, é possível atingir o Canadá, França, além de países como Marrocos. O italiano e o alemão seguem o mesmo princípio, ajudando a ampliar cada vez mais os horizontes.
Ainda não falei do inglês. Preferi deixá-lo num parágrafo separado, pois o inglês é um caso à parte. Falar inglês, hoje, é o mesmo que abrir as portas do mundo. Qualquer que seja a língua nativa de um país, são de 90% as chances de que alguém fale ou mesmo entenda este idioma. Com ele, não só é possível como natural, se comunicar com pessoas que qualquer parte do globo, como se estivessem conversando em sua língua nativa. Na internet, é muito mais fácil encontrar informações em inglês do que em qualquer outra língua. Além disso, o inglês habita boa parte da nossa vida cotidiana: as músicas que ouvimos nas rádios são, em grande número, em inglês. Os filmes que assistimos no cinema, são em inglês com legendas em português, o próprio Orkut, no começo, era em inglês.
Então, para concluir e enfatizar mais uma vez, o domínio de uma língua estrangeira, seja ela qual for, tem o poder de nos colocar em contato com pessoas que possivelmente nunca conheceríamos, nunca saberíamos da sua existência, nos insere em uma nova cultura, em um mundo extraordinariamente novo e deslumbrante. Nos permite fazer parte do todo, e sermos literalmente, cidadãos do mundo.
Publicado no dia 25/11/2010 – Jornal O Sentinela

18/11/2010

Será que alguém se conhece verdadeiramente?



Nosso cotidiano com suas imensas surpresas a cada novo dia acaba que nos colocando em prova todo dia. Não é fácil ter serenidade, coragem, segurança ou então encontrar um ponto de equilíbrio para tocar em frente a nossa vida.

Muitas pessoas acabam por perderem as "estribeiras" e com isto passam a serem mal vistas pela sociedade ou então rotuladas e várias coisas.

A grande verdade é que estamos num processo de evolução total, não somente no tocante a tecnologia, ao desenvolvimento do lugar onde habitamos, mas de nós como seres humanos.

Pois toda pessoa tem dentro de si um mundo ao qual ninguém mais tem acesso. Nele moram nossos desejos inconfessáveis, nossas mágoas mais profundas, lembranças que trancamos por vergonha, sentimentos que não encontram lugar no dia a dia, fantasias alimentadas a conta gotas e tudo mais o que não compartilhamos a toda hora ou com qualquer um sobre quem somos de verdade.

.Nem todas as pessoas gostam de manter uma relação lúdica com esse universo que habita nosso ser. Pois ele também abriga nossos piores sentimentos e as instâncias de nossa personalidade que ainda estão mergulhadas no caos ou em período de quarentena.

Ele não permite máscaras e revela o que o espelho não nos mostra cotidianamente. E é mesmo tarefa árdua mergulhar nas sombras e encontrar nossos monstros despertando de um sono profundo.

Algumas pessoas só visitam esse mundo em sonhos, pois os mantém sob máximo controle e vigilância. Outras, nele transitam de vez em quando e esboçam confissões para os poucos em quem confiem.

Quem faz análise ou terapia é convidado a acessar esse mundo escondido com maior frequência. Os que trabalham com arte, encontram ali vasto material em ebulição a ser transformado.

Há quem prefira manter esse universo trancado e se recuse a encará-lo. E para fugir de qualquer encontro indesejado, entregam-se exaustivamente às suas vidas profissionais, às compras, ao sexo, às drogas, à comida - a qualquer coisa que os aliene da existência desse "lugar" sob o qual não se tem total domínio e pode, em alguns momentos, causar dor e desestabilizar nosso ego.

. Viver imerso nele também não é saudável. Ninguém suporta a intensidade da convivência exaustiva com os próprios fantasmas.

É preciso existir a constância de respirar ares mais leves e navegar em águas calmas para que se possa resistir às tempestades.

. Mas para quem tem como objetivo desenvolver-se em todas as suas potencialidades e apropriar-se verdadeiramente de si mesmo, é fundamental que ouse mergulhar nas águas turvas desse universo interno e aprenda a nomear sentimentos, entender contradições e saber lidar com isto. Porque isso tudo faz parte de quem somos e pretendemos ser.

Publicado no dia 18/11/2010 no Jornal O Sentinela

09/11/2010

Aprender a aprender


Aprender é um momento mágico que acontece quando a informação vira conhecimento. Isso é uma transformação que ocorre dentro do cérebro humano. É um click! Aquelas palavras encadeadas que procuravam dar um sentido a um conjunto de informações, de repente, click! Viraram conhecimento. Esse momento mágico é que devia ser o objetivo de qualquer escola. Ensinar a aprender. Ensinar a transformar informação em conhecimento e conhecimento em ação, que é o próximo passo.
Qual o objetivo do ensino médio? Preparar a pessoa a viver em sociedade, com um conjunto de conhecimentos que permita a ela se inserir nesse ambiente, se relacionar, produzir, consumir, enfim, viver! Várias são as funções básicas para que isso seja possível. Uma delas é a comunicação, o uso da linguagem para exprimir idéias e sentimentos e compreendê-los. Outra é a matemática. A correlação quantitativa das coisas e eventos. Outra mais, a história. O relato dos o quês e por quês que trouxeram o mundo em geral e o nosso país em particular até aqui.
Outra, as Ciências, tratando da natureza, do ser humano e das suas interrelações nos níveis químicos, físicos e biológicos. E o nosso ambiente? A Geografia, a ecologia, e as relações sociais. Esse entendimento, que deveria ser primário, talvez não seja reconhecido pelos alunos como o objetivo do aprendizado. Talvez para eles o mais correto seria dizer: eu estudo para passar, ou estudo para me formar, ou estudo para ter um emprego e ganhar dinheiro.
A finalidade básica do aprendizado foi esquecida e mais do que isso foi deturpada. O estudo virou uma obrigação desagradável, como também o trabalho. Não precisa ser assim. Tanto um (estudo) quanto outro (o trabalho) devem ser atividades prazeirosas. O aprender nunca é chato. Estudar, sim, pode ser. Imaginem um indiozinho há 500 anos. Quando ele saía com o pai, para aprender a caçar ou pescar, o que era isso? Uma atividade lúdica onde a finalidade era bem clara e que, assim que concretizada, habilitaria o jovem índio para o futuro.
Essa correlação se perdeu atualmente em função da variedade e complexidade das informações e conhecimentos que temos disponíveis para nós e que precisam ser usadas para produzirem informações, ações e conhecimentos que poderemos usar e vender para o nosso sustento. Alunos, pais e professores, devem descobrir a forma de fazer com que nossos jovens sintam como o jovem índio que aquele aprendizado tem valor e, além disso é gostoso. Essa deve ser a nossa busca.
Nossos jovens que estão hoje na faixa do vestibular, em torno dos 18 anos, trabalharão cerca de 50 anos até a aposentadoria, se até lá ainda existir essa figura. Nesses 50 anos, em média trocarão de profissão pelo menos meia dúzia de vezes. Serão técnicos do assunto A, depois gerentes, depois o assunto A vai virar B, a tecnologia criará C que derivará em D e assim sucessivamente. O aprendizado na faculdade estará tão datado quanto um litro de leite no mercado. Teremos prazo de validade para o nosso conhecimento, que estragará se não for consumido a tempo, ou reciclado. Temos a oportunidade agora com a Internet. As informações estão lá. Nunca antes pudemos estabelecer uma correlação tão forte quanto agora, entre o que podemos aprender e como podemos aplicar em nossa vida. Não podemos nos apegar a nossa profissão original porque não sobreviveremos. Vamos procurar sempre o porque das coisas e saber que o "o que " e o "como" são circunstancias. Vamos aprender sobre pessoas, relacionamentos e comunicação. Entender o que motiva e o que afasta. Entender que apenas duas emoções movem a humanidade. O amor (prazer, satisfação, felicidade) que faz com que procuremos nos aproximar e o medo (dor, raiva) que faz com que procuremos nos afastar.
Aprender o que é natural e o que é cultural. Os dois são importantes. Comer é natural. Comer com talher é cultural. Necessidades fisiológicas são naturais. Usar o banheiro é cultural. Sexo é natural. Com camisinha é cultural. O conceito de certo e errado e bem e mal é cultural e depende do que a sociedade combinou por meio de constituição, leis, portarias, regulamentos, códigos, acordos etc.
Publicado dia 09/11/2010 no Jornal O Sentinela

04/11/2010

Saudade e esperança


    Vivemos nessa semana o feriado do Dia de Finados, daqueles que partiram deixando um abismo de saudades, dor e esperança de um dia nos encontrarmos de novo.
    Durante este feriado aproveitei o tempo para ver o filme ''Chico Xavier'',o qual conta a história do maior médium que o nosso país já possuiu.
    No filme é reproduzido um trecho de uma participação que ele fez em um programa de televisão onde afirma que ''as lagrimas por uma pessoa já falecida, quando elas são derramadas movidas pela saudade e pela esperança, elas ajudam a pessoa desencarnada e ajudam aqui as da terra; porém quando elas são de revolta e inconformidade por que de momento não podemos sondar os desígnos de Deus, elas são prejudiciais aos desencarnados e prejudiciais a nós" .
    Sabemos que tão logo a pessoa parta, não conseguimos ter este entendimento, pelo menos a grande maioria da população. A dor, a revolta, as indagações do porque aquilo aconteceu são muitas. A inconformidade toma conta de nós, porém aos poucos com o passar do tempo começamos a aceitar, mesmo muitas vezes não compreendendo, que aquela foi a vontade de Deus, pois a nossa vida é uma sementinha, que Deus planta e a ele cabe o direito de colher, como o tempo de Deus é diferente do nosso tempo, por isto essa tragédia natural sempre nos pega desprevenidos.
    Muitas pessoas encontraram na fé em Deus, aliada a esperança , o conforto para seguirem em frente, na esperança de que um dia encontrarão novamente a pessoa amada,que juntos novamente poderão caminhar.
    Uma das maiores dores quando um ente querido parte é o remorso de não ter dito para ela, o quanto ela era importante, o quanto a amávamos, isto realmente é agressivo ao nosso coração.
    Nessa triste situação da vida, também podemos usar aquela velha frase ''sempre foi assim''. O que sempre foi assim? A nossa trajetória: nascemos ,duramos alguns anos e depois morremos.
    Os que ficam acabam tendo que encontrar a paz para seguirem. Porque no começo quando perdemos um ente querido, as pessoas, amigos, vizinhos, ficam perto dando força, ajudando. Mas no máximo em três meses todas as pessoas que estão perto daquela que esta de luto, voltam ao curso normal de suas vidas, por isto se você não se apegar a Deus e na força que existe dentro de você, nada vai adiantar querer o ombro amigo das pessoas, porque depois de certo tempo elas voltarão para suas vidas.
    Finalizo este texto dizendo dois trechos de duas musicas;''saudade até que é bom ,é melhor que caminhar vazio''.''É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã''.    
    Que Deus nos ilumine.Boa semana.

Publicado no Jornal O Sentinela no dia 04/11/2010


  

Fofoca, um câncer na sociedade.


Então você soube de algo que o Sr. A fez. Nada incriminador, nem sequer digno de objeções. A menos que você tenha um motivo forte, está proibido de partilhar essa informação. Repetir fofoca muitas vezes provoca consequências negativas imprevisíveis.

Falar sobre uma indiscrição ou falha do próximo é ainda pior; isso é chamado de fofoca infundada caluniosa, é ainda pior. Alguém está tentando lhe passar alguma informação desnecessária e que não trará benefícios a ninguém? Recuse-se educadamente a ouvir, ou mude de assunto.

As palavras podem ter o potencial de causar prejuízos catastróficos, muitas vezes desmanchando famílias ou amizades. Felizmente, a percepção sobre isso tem aumentado nas últimas décadas, grandemente influenciada pela falta de tempo, evolução da sociedade e mudança de hábitos.

Portanto, se alguém tentar lhe contar uma fofoca, explique que não está interessado em ouvir. Às vezes, até um "elogio" pode ter uma conotação negativa e até irônica. Por exemplo: "Meu vizinho é um grande chef! O aroma do churrasco chega até meu pátio toda noite!" Isso às vezes pode ser uma crítica velada sobre um estilo de vida extravagante. Ou então: "Ah, nem pergunte... prefiro não falar sobre Maria…" Aqui a fofoca não foi pronunciada, mas estava nas entrelinhas...

Somos obrigados a notificar uma pessoa sobre a conspiração de outra sobre ela. Devemos também partilhar informação com qualquer pessoa em condições de ajudar a pessoa ofendida. Por exemplo, você certamente deveria informar os pais se o filho deles estiver andando com uma turma não recomendável.

Exercer o auto-controle sobre aquilo que falamos é admirável. Ainda mais notável é a capacidade de respeitar e amar verdadeiramente cada pessoa, erradicando automaticamente o negativo, e perdendo o desejo de partilhar informação negativa, porque o poder destrutivo do discurso negativo somente é superado pelo poder benéfico do discurso positivo. Elogiar e falar positivamente sobre o nosso próximo beneficia a nós mesmos, a pessoa que está sendo elogiada e toda a comunidade.

Faço uma reprise deste texto a pedido de meu amigo e leitor Vasco Carvalho, que entendeu ser este um texto construtivo, por provocar reflexão.

Contato: marcosmonteiro9@hotmail.com

Publicado no Jornal O Sentinela no dia 28/10/2010

O desemprego gera crise de identidade


A perda do emprego está na lista dos piores fatores adversos que nos acontecem na vida, como as catástrofes naturais, a morte de uma pessoa amada, a doença grave, a separação ou o divórcio.

Nenhuma novidade nisso: é fácil entender que a perda do emprego seja fonte de angústia, de depressão e mesmo, às vezes, de "comportamentos anti-sociais": alcoolismo, violência familiar e condutas criminosas. Compreendemos imediatamente, por exemplo, o desespero de um chefe de família que não consegue preencher as expectativas de seus dependentes. "Se a família não pode mais contar comigo, perco minha razão de ser."

Mas há algo mais, que talvez faça do desemprego a adversidade mais danosa para nossa saúde mental. Preste atenção: no balcão de um bar, como na mesa de um jantar, se seus vizinhos forem desconhecidos, a primeira pergunta não será "quem é você?", mas "o que você faz na vida?". Se eles tiverem uma intenção alegre, talvez tentem primeiro descobrir seu estado civil. Fora isso, o interesse pela sua identidade se apresentará como interesse por seu papel produtivo.

Ora, tanto você como seu vizinho (ou vizinha) viverão essa conversa inicial como um momento, de alguma forma, falso. Pois todos sabemos que somos mais do que nosso ofício: temos histórias, amores, esperanças, interesses, paixões e crenças que, de fato, expressariam muito melhor quem somos. Ao trocarmos cartões de visita, mentimos por omissão. Identifico-me como executivo, bancário, escritor, médico, contador, radialista, mecânico, mas quem sou eu?

Não é o caso de sermos nostálgicos. Num passado não muito remoto, cada um era definido por sua proveniência, e as perguntas iniciais diziam: quem foram seus pais e antepassados? Onde você nasceu?

Prefiro os dias de hoje, em que são nossas próprias façanhas que nos definem. É uma escolha que deveria nos deixar mais livres, mas acontece que a praticamos de um jeito estranho: junto com os laços que nos prendiam às nossas origens e ao passado, nossa vida concreta também é silenciada na descrição de nossa identidade. E nos transformamos em sujeitos abstratos, resumidos por nossa função na produção e na circulação de mercadorias e serviços.

Conseqüência: o desemprego nos ameaça com uma perda radical de identidade. E não adianta observar que, afinal, nos sobra o resto, ou seja, toda a complexidade de nosso ser. Tipo: "Perdi meu emprego, mas ainda sou pai amoroso, amante, esposo, amigo, leitor de shakespeare e Gremista ou Colorado".

Não é por acaso que as mulheres lidam com o desemprego melhor que os homens, porque o impacto do desemprego é maior nos homens, principalmente os casados do que nos solteiros ("se não traz o feijão, você ainda é o pai?"). Já as mulheres casadas com filhos, ao perderem o emprego, sofrem menos que os homens e menos que as solteiras, porque para as mulheres, o exercício da maternidade ainda constitui uma identidade possível. "O que você faz na vida?". "Tomo conta de meus filhos." Para os homens, essa resposta não basta.

Enfim, espera-se que a economia crie empregos. Mas os poetas e os escritores, pensadores e psicólogos também têm uma tarefa crucial: são eles que podem, aos poucos, convencer a gente de que é nossa vida concreta que nos define, não nossa função produtiva.

Publicado no Jornal O Sentinela no dia 21/10/2010

Você já decidiu em quem votar no segundo turno?


Segundo turno está ai e evidentemente você já deve ter decidido em quem dar o voto de confiança.

O voto é a forma legal de escolher quem nos representará politicamente e o alistamento eleitoral é condição indispensável ao exercício da cidadania, já que através dele, o cidadão torna-se eleitor.

No Brasil, o alistamento é obrigatório aos maiores de dezoito anos e facultativo, aos analfabetos e aos maiores de setenta anos. É facultativo também, aos maiores de dezesseis e menores de dezoito anos e, vedado aos estrangeiros e aos jovens recrutados para o serviço militar obrigatório.

Neste ano vivemos momento de escolha, onde no dia 3 escolhemos senadores, deputados estaduais e federais e o governador do nosso estado. Agora estamos a caminho da escolha do Presidente do País, por isso, é necessário assim como nas escolhas feitas anteriormente, muita seriedade e responsabilidade na hora de depositar o voto na urna.

Com o nosso voto, delegamos nossas funções para outras pessoas, alguém que julgamos que vá nos representar muito bem. Alguém que lute por nossos direitos.
Diante deste quadro em que politicagem virou sacanagem, temos que mudar nossa maneira de votar. Pois candidatos a político, tem muitos, mas fazer política em favor do povo são muito poucos.

Devemos estar cientes da responsabilidade do nosso candidato eleito, temos que eleger alguém que seja nosso espelho, que tenha os mesmos ideais, que veja o país da mesma forma que vemos, que suas necessidades também sejam as nossas, e que suas propostas fechem com meus objetivos. Alguém que seja leal, íntegro, verdadeiro, que saiba o que é ter moral; alguém por quem nos orgulhe de votar nele. Tenho que verificar se ele já atuou em algum período como político e quais foram seus feitos. E se ele for candidato pela primeira vez, tenho que examinar seus projetos. E além disso, temos que analisar os ideais do partido a qual pertence nosso candidato, e quais as filosofias do partido. Não podemos dar nosso voto a alguém que pertença ao bando de corruptos, alguém que seja filho do suborno, alguém que queira trocar meu voto por um prato de comida, ou que tenha me feito pequenos favores, pois este, provavelmente será aquele que quando eleito vai me tirar a comida.

Não podemos vender e nem trocar nosso voto por nada. Nosso voto é muito precioso, dele depende nosso futuro, o futuro de uma nação, futuro do nosso Brasil.
Procedendo desta forma, e ensinando aos que estão próximos de nós, a agir como nós, pelo menos é um bom começo para votar certo.

Não esqueça que voto não tem preço, tem conseqüências! Que a sua consciência faça você efetuar a melhor escolha para todos nós. Boa Sorte!

Publicado no Jornal O Sentinela no dia 14/10/2010

Concorrência


Seguidamente ouve-se falar nos noticiários sobre as várias formas de concorrência, monopólio, oligopólio, enfim, termos que para muitas pessoas não são tão familiares, muito embora possamos ter isto muito próximo a nós.

Desta forma para esta semana resolvi conceituar estas palavras que a bem da verdade expressam as várias formas possíveis de concorrência, um texto mais técnico, porém não menos interessante, principalmente pelo seu cunho educativo e informativo.

Podemos dizer que a Concorrência Monopólica é a disputa por um mercado de bens ou serviços, entre produtores, para angariar uma fatia maior de clientes.


As variáves que orientam a concorrência mercadológica são o preço, a qualidade do produto, a disponibilidade dos pontos de venda e a imagem do produtos frente aos consumidores. Diferente da concorrência perfeita, a concorrência monopólica caracteriza-se pelo fato de empresas que produzirem produtos diferenciados, embora semelhantes.

Entre os vários exemplos de concorrência monopólica é possível citar: Marcas de sabonete; Marcas de refrigerante; Marcas de sabão em pó. Já o Monopólio tem sua origem do grego monos (um) + polein (vender), ou seja, é uma situação onde uma única empresa detêm o mercado de determinado produto ou serviço, impondo o preço aos que a comercializam.

Quando há uma situação de concorrência perfeita, a existência de concorrentes evita a fixação arbitrária de preços, estabelecendo-se de acordo com as condições do mercado e com a tendência de permanecer em patamares próximos ao custo de produção das mercadorias. Os monopólios podem surgir devido a características particulares do mercado ou devido a regulamentação governamental, o monopólio coercivo.

O monopólio é caracterizado pela presença de barreiras de entrada, como: Economias de escala, onde pequenas empresas não conseguem reproduzir os custos de produção como uma grande empresa; Direitos autoriais e patentes; Propriedade exclusiva de matéria-prima; Influência política.

Entre os vários exemplos de monopólio é possível citar: Energia elétrica; Telefonia; TV a cabo. A legislação da maioria dos países proíbe o monopólio, com exceção dos monopólios governamentais, como os Correios no Brasil. O Oligopólio deriva do grego oligos (poucos) + polens (vender), ou seja, um grupo de empresa tem o domínio de determinada oferta de produtos ou serviços.

Para acontecer o oligopólio, alguns elementos são necessários como a existência de poucas firmas, a homogeniedade dos produtos e a presença de barreiras para a entrada de novos concorrentes. As formas básicas de oligopólio são: Cartéis (coligação de vários estabelecimentos em favor próprio); Trustes (fusões de várias empresas); Holdings. Entre os vários exemplos de oligopólio é possível citar: Montadoras de veículos (Ford, WV, Fiat...); Laboratórios farmacêuticos; Aviação (TAM, GOL...). O modelo duopólico é caracterizado pela existência de apenas duas empresas no mercado.

Marcos Monteiro
      Contador

Contato: marcosmonteiro9@hotmail.com
Publicado no Jornal O Sentinela no dia 07/10/2010

02/10/2010

Jonas Lipa apagando velinhas



 
    O grande guitarrista do Bonde do Balanço e amigo, Lipa, completa hoje mais um ano de vida. E o Bonde do Balanço não pode deixar escapar esta oportunidade de lhe homenagear, falar da grande pessoa que você é e principalmente agradecer pela seu talento somado a banda e principalmente pela sua amizade.
    Jonas Lipa, que este novo ano que inicia na sua vida agora seja repleto de realizações, conte com o apóio e amizade dos companheiros do Bonde do Balanço. Acima de tudo continue sendo esta pessoa iluminada e de grande coração.
    Sucesso Lipa, que Deus te dê a sabedoria necessária para que em cada dia de sua vida, aproveite o que ela te oferece de melhor e saiba sempre fazer as melhores escolhas...
P A R A B É N S !
Um forte abraço,
Bonde do Balanço,
Marcos Monteiro.

 

Santa Maria balançou com o Bonde do Balanço


 

    Definitivamente não se pode negar que onde a banda toca a galera não fica parada. Assim foi em Santa Maria – RS, no dia 25 de setembro, no grande show baile realizado no CORUJÃO.

    O repertório da banda agradou em cheio aos presentes, que cantaram e dançaram a noite inteira, num show animado e cheio de surpresas, principalmente quando ao meio de sucessos do momento a banda relembra músicas que se perpetuaram no tempo, tendo a participação do público, cantando num grande coro e consagrando de vez o Bonde do Balanço em Santa Maria que inclusive pede "bis" para o Bonde.


 

25/09/2010

O dueto dos Bondes


    A famosa nacionalmente Bonde do Forró e o emergente Bonde do Balanço dividirão o mesmo palco, no dia 10 de outubro, no Ginásio Municipal de Esportes, em São Francisco de Assis.
    Os anfitriões receberão com muito carinho o Bonde do Forró e esperam você lá.

Você já rotulou alguém?


Impressionante mas nem a modernidade e evolução que a raça humana sofreu, impediram que pessoas ainda continuassem julgando as outras sem conhecê-las. Falo do velho e conhecido "rótulo", aquela imagem pré-concebida que fazemos de determinada situação, ou do comportamento de determinada pessoa. Começando de forma bem "light" podemos citar o exemplo da pessoa que não se abre com ninguém, logo é rotulada como antipática ou como introvertida. Agora se ela conversa com todo mundo, logo ganha o rótulo de fofoqueira ou de carente. Tudo acaba dependendo do contexto e da forma como a pessoa se coloca. Mas existe casos em que a própria pessoa se rotula, os adolescentes são um exemplo disto, porém a adolescência é a fase de experimentar coisas novas, mas não para nos deixarmos dominar pelo medo, porque ninguém pode viver sua vida por você, nem, seus pais. Como ninguém poderá fazer o tempo que passou voltar atrás, como tentativa de recuperar as coisas perdidas. Agora para desenvolvermos uma linha de raciocínio vou contar uma breve história: "Um homem cortava árvores com um machado e vendia a lenha. Gostava muito da sua ferramenta. Um dia o seu machado preferido desapareceu. O homem procurou-o, mas foi inútil; não conseguia mais encontrá-lo. Convenceu-se que alguém o tinha roubado. Por causa disso, começou a espiar o filho do vizinho. Fazia muito tempo que não gostava do jeito dele. Agora que o observava bem, não tinha mais dúvidas: o andar dele era de ladrão, a cara e o olhar dele, também. Até os cabelos compridos eram de ladrão. Só podia ser ele quem tinha pego o machado. Precisava desmascarar o criminoso. Após alguns dias, porém, varrendo a casa, a mulher encontrou o machado sumido. Estava debaixo do sofá, onde o próprio marido o tinha jogado voltando do trabalho. O homem ficou feliz e reparando novamente o filho do vizinho decidiu que, talvez, o andar dele não fosse de ladrão, nem a cara, nem o olhar e nem os cabelos. Contudo, melhor desconfiar, nunca se sabe". Essa pequena história nos lembra como é fácil rotular as pessoas. O fazemos seguindo os nossos gostos, as nossas idéias e, na maioria das vezes, os nossos pré-conceitos. Depois é difícil desfazer os rótulos; quando o percebemos eles já estão bem colados nas pessoas e essas os carregam a vida inteira. É difícil aceitar e acolher os outros como eles são, sem querer julgá-los ou classificá-los, conforme os nossos esquemas mentais. Mais difícil ainda é nos alegrarmos com a melhoria deles.Aconteceu também com Jesus, voltando para a sua cidade natal, Nazaré. O rótulo dele era aquele de ser o filho do carpinteiro, de ser pobre, do interior, do norte. Era verdade que agora ele revelava uma nova sabedoria, tinha gestos diferentes, e alguns diziam que fazia milagres. Contudo, para o povo de lá, continuava sendo o mesmo de alguns anos antes. Não queriam admitir que tivesse mudado.Por que é tão difícil reconhecer que as pessoas podem mudar, inclusive para melhor? De onde nos vem tanta desconfiança? A resposta é simples: - Primeiro porque se admitirmos a mudança do outro, que agora se apresenta diferente de como o tínhamos rotulado, deveríamos reconhecer que erramos. Fica mais cômodo continuar a pensar que nós estamos certos e que só mudaram as aparências dele, a substância, porém, ainda é a mesma. Tudo disfarce. Porque nós nunca erramos. - A segunda razão é pior do que a primeira. Excluir que as pessoas possam mudar nos permite também continuar a sermos o que somos; na maioria das vezes, acomodados em nossa mediocridade, ou em nossa ilusória superioridade. Reconhecer que seja possível mudar significaria admitir que nós também poderíamos ou deveríamos mudar. Isso nos incomoda e nos deixa inseguros. Muito melhor manter as nossas idéias, os nossos rótulos, porque isso nos faz sentir bem, na nossa segura e cômoda desculpa que sempre defendemos: mudar é impossível. Este tema foi sugerido por duas grandes personalidades de nossa cidade, as quais vou preservar a identidade, mas agradeço de coração.

Texto publicado no Jornal O Sentinela, no dia 24/09/2010.

22/09/2010

Parabéns a todos os Contadores.


Dia 22 de setembro é o dia do Contador por isto algumas considerações a meus colegas:
O seu dia é especial, porque você é especial!
Pois você contribui de várias maneiras à vida econômica e social do país:
- pelo seu admirável empenho em várias frentes de trabalho;
- pela sua participação imprescindível na obtenção de recursos para os Conselhos Tutelares da Criança e ao Adolescente, mediante dedução do IR;
- pela sua força moral, ao apoiar movimentos contra o aumento de tributos, como a MP 232 e a extinção da CPMF;
- pela sua capacidade e inteligência, facilitando o caminho das organizações;
- pela sua busca contínua de informações vitais ao equilíbrio das empresas e instituições;
- pelo seu trabalho na composição de dados para fundamentar as grandes decisões dos dirigentes;
- pelo seu papel insubstituível na nova fase de transparência das administrações públicas, como pede a Lei de Responsabilidade Fiscal;
- pela sua integridade moral e disposição de lutar contra a fraude e a corrupção;
- pelo seu amor ao Brasil;
- pela sua capacidade de renovação e adaptação aos novos tempos, assimilando conceitos e técnicas, entendendo a importância da educação e atualização permanentes;
- pela sua coragem de mudar e vontade de continuar crescendo!
Parabéns pela sua participação na construção de um mundo melhor!
Parabéns a todos os meus colegas!

Desejos de Sucesso,

Marcos Monteiro
Contador

21/09/2010

Dia do Radialista, comemorar o que?


Em 21 de setembro comemora-se o dia da árvore e também dia do radialista, sincera e honestamente não sei se temos algo a comemorar neste dia. O homem vem acabando com as árvores na sua ambição de produzir e ter no bolso o seu dinheiro de forma legal e na maioria da vezes até ilegal, e nenhum deles pagam pelos crimes ambientais que cometem pois são protegidos pelas Leis ou por políticos que tem interesse em não vê-los atrás das grades pois perdem sua "boquinha". No setor profissional do rádio a situação ainda é pior, eu até ia me passando sem fazer pelo menos um pequeno registro neste humilde espaço deste dia que para alguns muito importantes, mas, para outros já não vale mais nada pela desvalorização a que estão levando a profissão de rádio e o próprio rádio em si. Tempos atrás quem era radialista batia no peito e tinha orgulho de dizer que era profissional do rádio, eram respeitados por todos e faziam por onde prevalecer este respeito.


Hoje a coisa está mudada e qualquer um se torna funcionário de rádio com a maior facilidade, mesmo que não saiba de onde começou e para onde vai o rádio. As maiorias destas empresas pertencem a grupos políticos que estão poucos interessados no bem estar da comunidade e numa empresa de qualidade, colocando em sua direção ou até mesmo para comandar programas qualquer um, sem nenhum preparo prévio e que só estão ali por serem "cupichas ou puxa sacos" dos senhores feudais donos das empresas de rádios. Alguns destes proprietários esquecem que eles montam uma empresa de rádio e ela se torna de utilidade pública, querem manter a mesma como se fosse o quintal de sua casa ou sua fazenda onde pode tudo e os funcionários tem que se submeterem a qualquer tipo de mazelas, infelizmente ainda existem pessoas que gostam disto, serem humilhadas e pisoteadas por seus considerados "chefões" e ainda acham lindo, pisando naqueles que realmente fazem o dinheiro entrar nos bolsos destes donos de empresas de rádio.
São bem poucas as emissoras que pertencem a particulares e que deixam seus funcionários trabalharem à vontade e com responsabilidade, com isto ganha o apoio e prestigio de uma comunidade. Sincera e honestamente não sei se os verdadeiros radialistas e não os "picaretas" de plantão têm hoje o que comemorar, aqueles que caíram em uma emissora de rádio de pára-quedas até pode ter o que comemorar, mas os verdadeiros profissionais hoje devem querer esquecer que são radialistas de verdade. Fui lembrado pela passagem do dia através de um telefonema por uma pessoa a quem tenho grande admiração, por que se não fosse isto, a data passaria sem uma lembrança da minha parte como já aconteceu no passado e têm acontecido nos últimos anos. Junte a tudo que foi escrito no texto em que você ainda ler, as brigas internas entre os que trabalham em rádio e bradam aos quatro cantos do mundo que são profissionais quando na realidade não passam de simples "mercenas", tem ainda o virar a cara para o lado quando um de outra rádio passa por quem está em determinado local.
Refiro-me aqui a falta de união que existe na categoria, pois aqueles que hoje estão chegando não respeitam ou não querem respeitar os que já estão na profissão a muito tempo, se achando os melhores ou os verdadeiros pops stars, existem alguns destes elementos que hoje estão infiltrados no meio radiofônico por que o dono da rádio lhe deve um favor ou por que ele tem um bom padrinho, para entrar na área por baixo, mas bem por baixo mesmo da porta ou de uma janela. Alguns caem até de paraquedas e não sabem onde estão e acham que são os verdadeiros donos da "cocada preta", existem ainda aqueles que só sabem mandar um abraço aqui outro ali e quando cai em suas mãos um texto para ler de "bate pronto" mostram que não estão prontos para estar no local em que lhes deram de graça ou em pagamento de uma divida política. É lamentável como estão fazendo rádio hoje em dia, sei muito bem que intrigas e fofocas existe em todo e qualquer ambiente de trabalho, mas em se tratando de um dos mais poderosos meios de comunicação a coisa poderia ser bem diferente, com mais união entre os que estão militando nos meios radiofônicos, mas como diz o velho ditado popular é "cada um puxando a carne para sua brasa" ou a lei de murici " cada um para si", quando na realidade todos deveriam ser unidos para que a classe fosse fortalecida e mais respeitada como já foi no passado.
Hoje quem está fora de rádio é tratado como marginal por quem está na atividade e sem nenhuma consideração a história de quem na verdade fez o rádio com respeito é hoje jogada no lixo e apagada da vida de quem tenta a todo custo mostrar aos seus "chefes" que são os bambans da sua sintonia. Na realidade ninguém é melhor que ninguém somos todos iguais perante Deus, alguns são diferenciados porque lêem mais procuram se adaptar as novidades de momento, mas nem com tudo isto tem o direito de querer passar por cima dos outros como se fosse um trator desgovernado.
Mas, como já ouvi de certa pessoa ainda na ativa em anos passados e por diversas vezes que para ele conseguir o que queria "passaria até por cima da própria mãe" não me surpreendo mais com tudo que ainda vejo hoje em dia com estes que ai estão. Seria muito bom que hoje fosse um dia para ser comemorado pelos verdadeiros profissionais e não pelos que "puxam saco", "bajulam" ou até mesmo vendem a "alma ao diabo" para continuar nos meios radiofônicos. É triste e lamentável que isto aconteça ainda nos dias de hoje, mas o pior que acontece e com grande frequencia. Na era da informática, da globalização e em pleno Século XXI, mas fazer o que! É como diz certo cidadão "fais paite" (é isto mesmo fais paite e não faz parte) só que desta estou fora e bem fora graças a Deus. Aos verdadeiros profissionais de rádio meus parabéns e meus respeitos, agora aos "picaretas e piratas do rádio" que continuem puxando saco dos patrões que com certeza terão pela frente um futuro "brilhante". Dia da árvore e do radialista, comemorar mesmo o que?

                                                                                   Autor: Innaldo Sardinha

Microfone - Ética e seu poder


Quando pensei em escrever este artigo, vi um horizonte amplo no campo da comunicação radiofônica; pois a mistura microfone, comunicador e ética são pontos que devem andar juntos para que possamos construir equilíbrio no que podemos chamar de autocensura.
Às vezes o comunicador na sua empolgação não percebe o potencial que possui esse pequeno instrumento (o microfone) no que tange em conduzir informações instantaneamente e acaba atropelando palavras sem observar a força que elas têm e deixa escapar do seu controle o que de melhor deve possuir dentro da profissão, a ética; é de suma importância para o profissional do microfone, saber que ele é um formador de opinião, que existe um universo de ouvintes e que são multiplicadores da mensagem recebida, e como formador de opinião deve-se policiar para não induzir uma comunidade, uma categoria etc. a cometer delitos ou criar situações que possam ferir um bem público, denegrir a imagem de alguém ou até mesmo submeter-se a constrangimentos sem ter conhecimento do que se fez.

É evidente que o uso do poder de formador de opinião deve ser usado, quando para educar, colaborar na fomentação da cultura, da saúde, da sociabilidade, enfim; quando for para o bem da coletividade, pois o profissional do rádio tem um compromisso de responsabilidade social, mas sua postura tem que ser transparente e construída dentro de uma linguagem clara para que seu ouvinte também se informe e forme seus pensamentos de maneira ética, saudável, e coerente.

Hoje milhares de rádios existem no Brasil levando alegria, entretenimento e informação, aproveito aqui para relembrar de programas que marcaram épocas nos tempos áureos da comunicação de rádio tais como: Roquete Pinto, (fundador da primeira emissora de no Brasil) repórter Esso, as radionovelas, os narradores de futebol que serviram de exemplo para muitos como: Waldir Amaral, Jorge Cury, José Carlos Araujo, Osmar Santos, aqui na Bahia posso destacar: Djalma Costa Lino, Nilton Nogueira, dentre tantos outros que se tornaram ícone no ofício dessa profissão.

Neste dia quero homenagear todos os radialistas.

Autor: Guto Santos - Repórter.

Quase - Luís Fernando Veríssimo

Ainda pior que a convicção do não, a incerteza do talvez é a desilusão de um "quase". É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata, trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.
Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou.

Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.

Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor, não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até para ser feliz.

A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai. Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são.

Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza. O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.

Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência, porém, preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.

Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar.

Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu!

17/09/2010

Semana Farroupilha, comemoração e esquecimento dos problemas



Para início de conversa já abro que temos tudo a comemorar: a vida, as tradições, a cultura, a gastronomia, a hospitalidade, a energia do povo e um rol de bons acontecimentos que se seguiram ao descontentamento generalizado do povo rio-grandense por volta de 1835. Claro que esta data é apenas um marco para nos situar no tempo, uma vez que tivemos antecedentes importantes e as consequências ainda hoje se encontram vivas entre nós.

Naquela época os impostos já incomodavam. O povo pagava certinho e a aplicação era duvidosa. A falta de habilidade das autoridades constituídas para resolverem as questões que surgiam também era flagrante. A rivalidade entre os dois maiores partidos políticos (liberais e conservadores) se constituía numa batalha diária e acirrada. O descontentamento do povo gaúcho com os atos da coroa levou os líderes a conspirarem e se articularem para separar o Rio Grande do Sul do resto do Brasil. Seríamos uma república independente.

E o que temos nos dias atuais? Muitas semelhanças políticas, históricas e ideológicas. Claro que em proporções maiores e mais sérias, pois a população é muito maior e os problemas se acentuaram. Mas a raiz de tudo, a meu ver, continua centrada na administração pública que teima em não se separar da administração pessoal, em causa própria. O sistema de compadrio, tão comum e aceito na época, hoje é inconstitucional. Inconstitucional? Não sei, somente para alguns casos, pois os demais continuam sendo legalizados através de atos secretos e falcatruas.

Crise política no Estado continuamos tendo, mas assim como na Revolução Farroupilha as coisas vão se acomodar e a história se encarregará de contar as peripécias que ficarão "em segredo". Outra semelhança que chama a atenção é a crise entre os partidos. Mas esta é ininteligível. Na época da Revolução Farroupilha era fácil entender e saber de que lado alguém estava, pois os lados acompanhavam a descrição dessa palavra do dicionário: só existem dois lados. Hoje, os lados possuem outras conotações, eles valem de conformidade com a conveniência da cidade, das pessoas, das composições políticas. Dá para aceitar que dois partidos sejam afins numa cidade e perto da mesma, num raio de poucos quilômetros, sejam oposição?

Por isso que eu entendo a dificuldade dos alunos em entender e interpretar os textos: as palavras se perderam no caminho, os dicionários, tal como as leis, são feitos para ocupar papel e lugar no espaço e não para serem cumpridos. Se fossem o lado continuaria sendo o que deveria ser. E seguindo o "lado" temos a moral, a vergonha, o interesse, o parentesco, enfim, as palavras estão perdidas tanto no seu uso quanto no seu significado. E para os achar novamente teremos que ter uma re-leitura do Brasil.

Mas, na Semana Farroupilha, o som da gaita e a alegria dos ranchos vão amenizar muitas situações. Depois, voltaremos à realidade.

Publicado no Jornal O Sentinela no dia 16/09/2010

10/09/2010

A sede do saber


O título acima nos abre um leque muito grande de possibilidades que podemos imaginar quando pensamos em "buscar conhecimento". No nosso cotidiano, fazemos isto o tempo todo. A cada momento aprendemos coisas novas e passamos por situações inesperadas em nossas vidas, enfim, mesmo que não façamos esforço nenhum para adquirir conhecimento ele vem até nós. Evidentemente que falo do conhecimento empírico, o qual acontece no decorrer do dia, através de tentativas e erros num agrupamento de idéias, pelo senso comum, pela forma espontânea de entendermos as coisas. Uma forma de conhecimento superficial, sensitiva e subjetiva, ou seja, é o tipo de conhecimento que não precisa ter comprovação.

Num passado recente, este tipo de conhecimento tinha uma importância muito grande, usando como exemplo a administração de uma empresa, onde seus donos norteavam-se pelo "achismo", pelos "fatos históricos", ou seja, tomavam decisões seguindo suas intuições, baseados naquela velha história de "sempre foi assim". Outro exemplo no mesmo seguimento, eram as empresas rurais, que ao realizarem o plantio e determinados procedimentos baseavam-se no "sempre foi assim". Desconsiderando que existem técnicas para o plantio e todos os demais procedimentos realizados dentro de uma empresa rural, que poderiam otimizar os resultados obtidos, bem como numa empresa na cidade, se tiver uma forma correta de gestão poderá ter excelentes resultados e algo muito importante, se manter num mercado altamente competitivo.

Enfim, fiz questão de traçar esta linha de raciocínio para demonstrar o quanto é importante o conhecimento, para tudo em nossas vidas, inclusive para ser um cidadão responsável e comprometido com o meio social. Diante disto, não posso deixar de parabenizar diversas pessoas de nossa comunidade que receberam o certificado de conclusão dos cursos de Gestores Públicos Municipais, Formação de Agentes de Cidadania e Formação Política, evento que estive presente através do convite da formanda Professora Eva Carvalho e também na formatura ocorrida no ano passado fui convidado para realizar o Cerimonial de entrega dos certificados. Estas pessoas na busca de aperfeiçoarem-se como profissionais e cidadãos realizaram cursos que foram oferecidos pela Fundação Ulysses Guimarães, abrangendo conteúdos que foram desde o conhecimento da ciência política, bem como o entendimento do papel dos Poderes Legislativo e Executivo, direitos e deveres, e o preparo para ser um agente de cidadania. Todo este conhecimento foi disponibilizado, de forma gratuita e sem distinção de partidos, tendo a colaboração imprescindível do Senhor Mariano Carvalho, o qual desempenhou a função de Mediador das turmas, difundindo o conhecimento para mais de novecentas pessoas, de forma voluntária. Por esta atitude louvável deste ser humano, pelo seu desprendimento, quero de uma forma muito especial parabenizá-lo e desejar que Deus lhe dê muita sabedoria e vida para que possa continuar este bonito trabalho de educar o nosso povo.

Da mesma forma quero parabenizar a todos os formandos pela dedicação e dizer que se queremos um mundo melhor, temos que começar melhorando o lugar onde moramos, a nossa cidade e para isto cada um precisa fazer a sua parte, cada um precisa dar a sua parcela de colaboração, precisamos ajudar os administradores, afinal, eles estão lá nos representando, devemos sim ajudar, dar idéias, participar das audiências públicas e cobrar, mas saber o que cobrar, e vocês agora possuem um entendimento bem maior do funcionamento da máquina pública e saberão fazer isto muito bem.

Publicado no Jornal O Sentinela no dia 10/09/2010

03/09/2010

O Bonde do Balanço arrasou no show



A 4ª FEAGRO foi um sucesso em nosso município, muito mais ainda pelos excelentes shows que proporcionaram ao público que expressivamente se fez presente no dia 28 de agosto, onde tiveram a oportunidade de prestigiar dois grandes shows, o show de abertura da Layla Deleon e a Galera do Forró e logo após o Bonde do Balanço.

E por este motivo a turma do Bonde volta aos microfones da 104 FM para agradecer as diversas manifestações de carinho, apóio e incentivo que receberam das pessoas que se fizeram presentes.

A música atualmente está entre as mais pedidas na programação da Rádio. Como dia o vocalista Ednei Ramos "Isso é Bonde do Balaço cumpadi" – Definitivamente o balanço do Bonde é incomparável.

Embora tivesse aquela tensão do relançamento a rapaziada soltou-se no palco de tal forma que a galera dançou a noite inteira, da primeira a última música.

02/09/2010

Inveja


A inveja é um dos sentimentos mais difícil de serem eliminados da alma humana, pois trata-se de um dos vícios que mais causa sofrimento à humanidade. Sempre que houver exagerado apego à materialidade das coisas, simbolizando bem estar e status, aí estará a inveja, sobrevoando nossos pensamentos mais íntimos.

Porém é necessário dizer que há diferença entre inveja e cobiça pelo bem estar. Não há nada de errado em trabalhar para se conquistar o conforto necessário à sobrevivência e a eficiência em determinada atividade, sem causar prejuízo ao próximo. Se alguém possui um objeto ou uma virtude que nos falta, desejá-los com humildade e sinceridade não é inveja.

Agora quando ela surge sedutora, junto com um sentimento de perda, um vazio não preenchido por conta de nos acharmos mais merecedores de termos o que o outro possuiu, dominados por um pensamento mesquinho e destrutivo, neste momento acende a luz indicadora da inveja. Há pessoas que se colocam como cães de guarda, sempre alertas ao menor ruído, basta alguém se destacar em alguma área, por mais ínfima que seja, lá estará o invejoso, pronto para apontar o dedo e tentar minimizar o feito de seu próximo. Uma roupa diferente, um calçado da moda ou mesmo um brinco ou pulseira bem colocados, já torna-se motivo para elogios, nem sempre sinceros.

Interessante é a acepção desta pequena palavra, contida no dicionário Aurélio, "Desgosto ou pesar pelo bem ou pela felicidade de outrem. Desejo violento de possuir o bem alheio". E ela não surgiu agora, lembremos que os Fariseus foram invejosos na época de Jesus de Nazaré. Judas foi um invejoso. Barrabás, se ressentiu do carisma que o mestre possuía naturalmente, sem precisar lançar mãos de artifícios, poses e posturas, às vezes até necessárias para um político profissional.

Voltando aos dias atuais, quem nunca ouviu o termo "puxada de tapete"? Aquela que ocorre nas empresas, nos vários locais de trabalho, inclusive na família e onde quer que se reúnam pessoas. E sabe quais os ingredientes das tais "puxadas de tapetes"? A vaidade e o orgulho, esses dois gigantes da imoralidade, filhos do egoísmo, combinados proporcionalmente com a inveja, formam um trio de ferro corrosivo, uma espécie de três mosqueteiros às avessas. Geralmente sempre na busca de determinadas atividades que ofereçam poder, uma vez que é muito comum vermos subgrupos dentro de um mesmo grupo, a popular panelinha, que se arma contra os que conquistaram ao longo do tempo, o seu espaço por mérito moral e intelectual. Esses grupinhos promovem fofocas, queimam pessoas, formam lideranças como se fossem Judas, desmerecem o trabalho realizado e promovem intrigas. Tudo por inveja, não há dor de cotovelo que suporte o sucesso alheio. É por isso que a cobiça destrutiva, proporciona um quadro de morbidez e infelicidade para aquele que se alimenta desse sentimento maligno.

Agora você deve estar perguntando-se: Será que é ruim cobiçar a riqueza com o desejo de praticar o bem? O sentimento é louvável, sem dúvida, quando puro. Mas esse desejo é sempre bastante desinteressado? Não trará oculta uma segunda intenção pessoal? A primeira pessoa a quem se deseja fazer o bem não será muitas vezes a nossa?

Contato: marcosmonteiro9@hotmail.com
Publicado no Jornal O Sentinela no dia 2/9/2010